terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Incompleto

Ele estava triste. Profundamente triste. Sentia seu espírito despedaçado e seu coração esquartejado. Era difícil compreender como tudo ocorrera. Na verdade até sabia o "como". Não entendia na verdade o "por quê". Na verdade não entendia o porque dele ter feito o que fez. Como era possível que ele a tinha perdido? A oportunidade da sua vida. Perdeu o céu de uma vez só. Perdeu a única pessoa que já amou. Agora tudo tinha acabado.

Nunca acreditou totalmente naqueles contos românticos onde o autor do texto se destruía totalmente por um amor inalcançável. Nem tampouco em como as pessoas conseguiam sentir no coração dores que vinham totalmente do cérebro "apaixonado". Totalmente irreal, totalmente ilógico. O amor nada mais é que impulsos nervosos e movimento de enzimas pelo sangue. Nada muito "Titanic" ou "Um amor pra recordar". Estava tudo na sua cabeça.

É. Estava tudo na sua cabeça. Tudo. Todas as dores e lembranças. Dores e lembranças que martelavam dia e noite na sua cabeça e, diferente das suas suposições lógicas, acabavam com o seu coração. Ilógico ou não, o fato é que o coração dele dóia muito. Doía uma dor que ele não podia fazer passar com um dos seus placebos para pacientes malucos. Dóia como se rasgasse cada músculo e o fizesse cuspir no vaso sanitário. Doía como se sua vida se esvaísse. Doía até pela vergonha de nunca ter achado essa dor possível. A dor de um coração partido. Pior ainda, ele mesmo o despedaçou.

Um comentário:

Livros e Revistas disse...

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