quinta-feira, 22 de junho de 2006

Constrangido

Senti vontade de escrever. Mas essa vontade foi mais social do que intelectual. Foi mais forçada do que fluida. Algo como um contrato pessoal. Mas pessoal mesmo. Eu comigo mesmo por assim dizer. Me forcei a escrever. Acontece que a experiência me fez mal. A idéia de apenas colocar palavras juntas pra expor uma idéia fez-me sentir medíocre. Faltou algo. Faltou o cimento. Algo pra juntar todos os vocábulos. Todos os termos.

Por mais que o texto parecesse pronto pra alguns, pra mim continuaram sendo palavras soltas. Idéias amarradas. Frágeis. Unidas as frases tem um sentido. Separadas elas se perdem. O significado se torna impalpável. Intangível. Incorpóreo. O corpo se desmanchou esquartejado. Pedaços. Nada mais.

Isso muito me frustrou. Sonhava com um texto vivo. Penetrante, mas não só como um todo mas também nos seus fragmentos. Cada célula deveria ser animada por si só. Meu desejo era ver cada porção andando por aí. Se comunicando. Crescendo e se multiplicando. Inditosamente esse não foi o ocorrido. Por ter me violentado o resultado foi o resulto. A finalidade foi o fim. Me senti mal.





Sou meu editor.



Tenho um péssimo patrão

3 comentários:

tatua disse...

eh assim mesmo. mas, vah em frente (y)


bju ;*

Anônimo disse...

auhuahuhauhauhauah

Ana Fernandes disse...

opa, naum era um anonimo.
eu, eu o/