domingo, 2 de novembro de 2008

Já li esses livros - parte 1

De Agatha Christie

  • É Fácil Matar

“O jovem policial Luke Fitzwilliam não acredita quando a velha senhora que se senta ao seu lado no trem para Londres lhe garante que uma série de assassinatos está em curso na sua cidade natal, a pequena e pacata Wychwood-under-Ashe. Ele não lhe dá ouvidos mesmo quando ela afirma que a próxima vitima será o médico local. Mas o comportamento de Luke muda quando, horas depois, a imaginativa velhinha e morta num atropelamento -e mais ainda quando fica sabendo da inesperada morte do dr. Humbleby.”

É um bom livro, mas altamente previsível. Não me parece o melhor trabalho de Agatha Christie.

De André Vianco

  • Bento

“Uma noite começada como outra qualquer entra para a historia da humanidade quando metade dos seres humanos adormece de forma inexplicável. Tratada como uma epidemia, a doença desencadeia um caos sem precedentes nas cidades do mundo.O pesadelo parece não ter fim quando os humanos, livres do sono, descobrem que estão dividindo a noite com demônios da escuridão.

Este novo mundo, sombrio e tenebroso, é apresentado pelos olhos de Lucas, um homem que desperta neste tenebroso cenário e que se tornará, mesmo contra sua vontade, um poderoso e venerado guerreiro, lutando contra os vampiros e liderando os humanos ao encontro dos quatro milagres que libertarão a Terra desta terrível maldição”.

Um livro que adorei ler. Maravilhoso. Uma trama envolvente que captura totalmente a atenção. André Vianco conquistou mais um fã com essa obra.

  • Os Sete

“Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata, acusados, na época, de bruxaria. Universitários irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação… Será que estão mesmo mortos?”

Mais uma obra escrita com maestria. Também a primeira pedida de uma séria que vem mais tarde. O Turno Da Noite

De Antoine de Saint-Exupéry

  • O Pequeno Príncipe

“Em narrativa poética, o autor vai elaborando sua visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, reencontrando a criança de cada um de nós.”

Antoine conta de uma forma linda o encontro de um piloto, perdido no deserto, com um menino que se diz vindo de um pequeno asteróide onde uma Rosa o aguarda.

É de uma beleza inimaginável. Toca realmente o coração de qualquer pessoa minimamente sensível. Como todo o artista eu sou um desses. ;)

De Dan Brown

  • Anjos e Demônios

“Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.”

  • Fortaleza Digital

“Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher.

Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.

Uma corrida desesperada se desenrola paralelamente nos corredores do submundo do poder, nos arranha-céus de Tóquio e nas ruas de Sevilha. É uma batalha de vida ou morte que pode mudar para sempre o equilíbrio de forças no mundo.”

Um livro muito bom. Esse e Anjos e Demônios são os melhores do Dan Brown que já li.

  • O Código Da Vinci

“Que mistério se esconde por trás do sorriso de Mona Lisa? Sofia e Roberto Langdon partirão em busca do segredo, que pode acabar destruindo todas as bases do cristianismo, decifrando mensagens ocultas nos mais famosos quadros do genial pintor Da Vinci e nas paredes das antigas catedrais. Um quebra-cabeças que poderá ser solucionado, já que não estão sozinhos no jogo: uma poderosa e influente organização católica está disposta a utilizar todos os meios para evitar que o segredo seja divulgado. Um apaixonante jogo de chaves escondidas, revelações surpreendentes, enigmas complicados, verdades, mentiras, realidades históricas, mitos, símbolos, ritos, mistérios e suposições em uma trama cheia de reviravoltas inesperadas narrada com um ritmo incessante que conduz o leitor ao segredo mais cuidadosamente guardado desde o inicio da nossa era.”

Concerteza o que mais chamou a atenção nesse livro foi a polêmica em cima das alegações de Brown sobre a igreja católica e a fé cristã. Fora isso, em termos de trama, é um livro muito fraco. Pelo menos pra mim.

De Douglas Adams

  • O Guia do Mochileiro das Galáxias

“Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.”

Na introdução do livro você já morre de rir. É um humor seco, inteligente e perspicaz. O típico humor inglês. Adoro.

  • O Restaurante No Fim Do Universo

“O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante do Fim do Universo? Devorar o suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangaláctica, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal? A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo, cujo desfecho será simplesmente incrível. O segundo livro da série de Douglas Adams, que começou com o surpreendente O guia do mochileiro das galáxias, mostra os cinco amigos vivendo as mais inesperadas confusões numa história cheia de sátira, ironia e bom humor.”

Outra maravilhosa obra de Adams. Vou parar de comentar porque cada um é melhor que outro. ;)

  • A Vida, O Universo E Tudo Mais

“Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O Guia do Mochileiro das Galáxias e O Restaurante no Fim do Universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina. Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.”

  • Até Mais, E Obrigado Pelos Peixes

“Depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer as mais extraordinárias criaturas, Arthur está de volta ao seu planeta. Tudo parece igual, mas ele descobre que algo muito estranho aconteceu na sua ausência. Curioso com o fato e apaixonado por uma garota tão estranha quanto o que quer que tenha acontecido, ele parte em busca de uma explicação.”

  • Praticamente Inofensiva

“Praticamente Inofensiva é tão polêmico quanto seu criador. Muitos o consideram o último volume da série O Mochileiro das Galáxias e outros afirmam tratar-se de um título independente, que apenas utiliza os mesmos personagens. Parte dessa controvérsia se deve aos 13 anos que separam este livro da primeira aventura de Arthur Dent, já que Adams iniciou a coleção no final dos anos 1970 e somente em 1992 retomou a história.

Situações hilárias, personagens imprevisíveis, descrições poéticas e paisagens surrealistas se mesclam com perfeição, resultando numa trama cheia de suspense, comédia e filosofia. Depois de muitos anos, Arthur Dent, Tricia McMillan e Ford Prefect se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco a vida de todos.

Praticamente Inofensiva é o toque final de Adams nessa divertida história.”

De Frank E. Peretti

  • Este Mundo Tenebroso

“Ashton é uma pequena e típica cidade americana. Mas quando um cético repórter e um pastor dedicado à oração começaram a comparar fatos, eles se viram lutando contra um terrível complô na Nova Era para subjugar a população local e, eventualmente, toda a raça humana.”

Um dos primeiros romances que li, e de onde surgiu meu gosto pela leitura.

De Jeffery Deaver

  • Dança Com A Morte

“Lincoln Rhyme, o melhor criminalista de Nova York, está no encalço de um sinistro matador de aluguel, que não hesitará em eliminar friamente qualquer um que se puser em seu caminho. Conhecido como o Dançarino da Morte, ele veio à cidade para executar um serviço sujo. Aliás, três. Três assassinatos.

Não há tempo a perder. Correndo contra o relógio, Lincoln e sua equipe só tem certeza de uma coisa: o Dançarino vai atacar de novo.”

Esse é o livro que sucede O Colecionador De Ossos, famoso pela sua transposição ao cinema. Dança com a morte apresenta todo o talento de Deaver ao escrever histórias policiais. Logo nos primeiros parágrafos o leitor já estanca com a trama forte.

De Joe Hill

  • A Estrada Da Noite

“Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.

‘Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…’

Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.

Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.

O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.

Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.”

É um livro bem interessante e chama a atenção. Não é o melhor nem o pior que eu li, então está bom. 7,5 pra ele.

De John Grisham

  • O Testamento

“As habituais disputas legais e a trama envolvente de Grisham tem como pano de fundo as paisagens - naturais e espirituais - do Pantanal brasileiro. Onde está a mulher para quem um bilionário deixa sua herança, contrariando seus ambiciosos herdeiros legítimos.”

É um livro muito legal, embora seja de John Grisham - eu não consigo gostar de um escritor que escrever livros com títulos como O Testamento, O Cliente, O Dossiê Pelicano, A Firma, O Corretor, O Inocente, O Advogado, A Confraria, A Intimação, O, O, O, A, A, A, O,… Me parece uma falta de criatividade tamanha.

De José De Alencar

  • O Guarani

A obra pode ser separada em três momentos. No primeiro há a instalação da fazenda de D. Antonio de Mariz, fidalgo português e fiel ao projeto colonizador da coroa portuguesa. No segundo há o ataque dos índios Aimorés e o terceiro é marcado pelo romance entre o índio Aimoré Peri e a filha de D. Antonio, Ceci.

Um livro que li no colégio pra uma apresentação em seminário. Confesso que não gosto muito desses romances brasileiros, mas esse me chamou muito a atenção. Adorei de verdade. Foi uma leitura muito boa e uma apresentação melhor ainda.

De Jostein Gaarder

  • O Mundo De Sofia

“Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.

O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.”

O livro que posso chamar de muito louco. Mas também muito bem escrito, com uma trama bem elabora e que nos cativa e nos arremessa ao maravilhoso mundo da filosofia. Bom, eu gosto pelo menos. Deu até vontade de ler de novo. ^^

De Luiz Fernando Veríssimo

  • O Melhor Das Comédias Da Vida Privada

“Verissimo sabe como ninguém transformar em riso as sutis tiranias, as infidelidades, as paixões fulminantes, os ódios mortais. Em O Melhor das Comédias da Vida Privada o escritor gaúcho escolheu suas histórias preferidas do livro que se tornou um clássico do humor brasileiro nos anos 90, numa seleção imperdível que inclui 35 novas crônicas, inéditas em livro. Da crítica política, passando pela comédia de costumes, até a radiografia dos relacionamentos amorosos, este volume reúne histórias engraçadas, delicadas e confessionais que revelam nossas pequenas e grandes tragédias cotidianas. Os amigos do penúltimo chope, a casa na serra, o lixo da vizinha, praia, férias. Um delicioso retrato da grande família brasileira, de sunga, pijama ou smoking, na corda bamba de todo dia. Aqui estão personagens que já se tornaram antológicos, como o marido do Dr. Pompeu, o Mendocinha, a mulher do Silva, as noivas do Grajaú, a Regininha. Com vivacidade e ironia, Verissimo decifra nossas comédias privadas, percorrendo o território lúbrico e impreciso da classe média, lugar de desejos bizarros e secretos.”

Morri de rir lendo. O senhor Veríssimo é de uma maestria gigantesca.

De Orson Scott Card

  • O Jogo Do Exterminador

“No romance, Ender Wiggin é uma criança de seis anos de idade, quando é recrutado para a Escola de Combate Espacial. No futuro criado por Orson Scott Card, a humanidade está em guerra com alienígenas invasores, e muitos dos combates são travados em outros sistemas solares, distantes do nosso. Como não existe uma tecnologia de vôo mais rápido que a luz, nessa ficção científica, os muito jovens são recrutados porque eles estarão maduros quando estiveram em batalha ou quando retornarem à Terra. Usar crianças-soldados como personagens também foi um modo do autor afirmar que toda guerra é um processo de destruição da inocência.”

Um livro que simplesmente adorei. Poucas vezes me prendi tanto a um livro como aconteceu com O Jogo Do Exterminador. Todo o drama vivido por Ender chega a se tornar palpável para o mais sensível leitor. Um livro mais do que recomendado aos fãs de ficção e de grandes histórias.

Calvin and Hobbes


Simplesmente divertido. ^^

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Desculpe. Ponha a culpa em mim



Eu gosto dessa música. O cantor Akon a escreveu depois de um incidente com uma dançarina em um clube. O lance é que a dançarina era de menor. A canção foi uma espécie de desabafo. Eu gosto dela.


Pessoas a quem Akon pede desculpas na canção:
  • Sua esposa, Tomeka
  • Seus filhos, JahJah e Mohammed
  • Sua mãe
  • Dayna Alleyne (Dançarina com quem ele simulou sexo)
  • O pai da dançarina
  • A boate onde o incidente ocorreu (Club Zen)
  • Gwen Stefani
  • Aos seus fãs

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

0.1

Eu gosto de me jogar no chão e ficar deitado sem motivo. Um dia pensei "qual o problema se eu fizer isso?"

Eu gosto de sair de casa e andar no centro, ou no Amazonas Shopping, ou no Millennium Mall (depende do calor). Normalmente estou em casa e penso "vou sair", e simplesmente eu vou.

Eu gosto de sair de casa e ficar no quintal olhando pra cima. Procurando a lua.

Gosto de falar sozinho andando em volta da mesa da cozinha.

Gosto de andar de cueca de madrugada.

Gosto de usar dinheiro pra comprar revistas interessantes como a Zupi, ou a Fotografe.

Gosto de abrir um caderninho e ficar passando a caneta devagar, sem rumo, quando eu deveria estar anotando alguma coisa importante que me veio de repente à mente.

Eu gostaria de poder voar e ficar um pouco no nível das nuvens. Ver o vento agindo. Sentir o sentido de tudo isso.

Às vezes eu me perco em mim mesmo. É interessante. É como se fosse um longo caminho onde eu paro e pergunto "onde estou mesmo?".

Eu não sei, mas acho que sou muito normal não. Gosto de ser impulsivo, mas sem ter significado. É como se eu experimentasse a mim mesmo. O mundo. As coisas. As pessoas. Saber do que é feito o algodão doce. 

Parece um tanto filosófico? Só posso dizer que sou eu, e nada além.

Fico me perguntando "quem quer perder tempo querendo compartilhar sua vida com um cara como eu?"

sábado, 4 de outubro de 2008

Meu sonho ateniense

Essa semana tive o prazer de visitar a mais antiga instutuição universitária do Brasil. A Universidade Federal do Amazonas - UFAM. E por que tal visita seria merecível de comentário neste blog tão empoeirado quanto um sebo? Porque eu adorei aquele lugar. ;)

A idéia "universitário" parece mais concreta naquele lugar. Nossa, é mesmo maravilhoso. Digo isso por que venho de uma faculdade particular localizada no centro da cidade de Manaus - a Uninorte. Minha faculdade (ou melhor, centro universitário) domina boa parte de uma das principais ruas do centro. Há uma unidade em cada quadra (praticamente). Eu estudo à noite (no momento está trancado, mas é o horário a que retornarei próximo período). Não sei, o sentido de universitário de noite, numa faculdade particular (centro universitário) presente em prédios espalhados pelo centro da cidade, é muito diferente do que eu gostaria. Parece um esteriótipo (e tenho certeza que se eu usasse uma palavra diferente vocês aceitariam melhor) de alguém com mais de 30 anos que voltou a estudar pra melhorar as oportunidades no novo mercado de trabalho, de um jovem playboy da sociedade, ou mesmo de um jovem que está lutando pra ser alguém na vida. Não me levem a mal, até que são boas personificações (tirando o playboy) mas não é o que eu gostaria. Eu nasci pra ser um revolucionário!

E onde cresce o espírito universário revolucionário? Além de uma viagem de moto pela América do Sul óbviamente. Num campus universitário! Nossa! Concerteza isso é muito vivo pra mim.

Quer dizer, parece que aquele lugar é só pra isso. Afastado do resto da sociedade para criar livres pensadores - filósofos. Jovens que podem explodir aqueles caminhos a fora com rostos à base de tinta guache, ostentando mensagens de protesto e bandeiras socialistas (esse socialismo é só por causa da imagem revolucionária mesmo. Pra mim não funciona). Parece que cada estudante está sendo gradativamente criado naquelas salas para se imporem contra a sociedade. Discutir as idéias. Criar novos caminhos de pensamentos. Abalarem as estruturas. Nossa, eu realmente me senti muito bem ali.

Mas na verdade, antes que apareça alguém pra estragar essa minha imagem, eu sei que essa é a utopia. O mais certo é que esse seja apenas um bonito sonho de algo que poderia ser mas não é. Infelizmente é um caso de educação pública. E privada também, claro. Acontece que eu tenho esse olhar romântico sobre o mundo.

Vale ressaltar que vejo também as qualidades da minha universidade. Só que ela me parece bem mais americanizada e menos ateniense. E eu não gosto muito disso. ;)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Colina Violeta

Tem uma música em mim, que eu não sei bem o que quer dizer.
Que tem versos que eu ainda não consegui entender.
Mas ela fala "se você me ama, não vai me deixar saber?"

A melodia começa a tocar quando minha mente pára
e de repente o que já não tinha sentido fica totalmente insano.
Louco como só na neve durante o mês de Dezembro.

E tem um solo de guitarra que insiste em tocar em qualquer momento
Eu já tentei tocar mas incrívelmente os dedos não aprenderam o que o ouvido viu
E eu fico imaginando toda aquela gente que também não a entende.

O refrão é a única parte que consigo entender.
E é muito ruim por que eu não tenho por que cantá-lo.
Porque eu gostaria de dizer "se você me ama, não vai me deixar saber?"

Alberto Knox

Eu gosto de andar. Desço a rua com as mãos nos bolsos. Meus pés conhecem a direção que minha mente perdeu. Meus olhos olham atentamente o nada que surge a cada passo. É incrível como o mundo gira sem mim. Parece tão irreal.

Paro na esquina e observo os carros passarem. Não quero atravessar. Seria bom andar um pouco mais do lado de lá, mas antes eu quero ver os carros passarem. Quero ver a vida vivendo. Uma criança correndo. Um velho chorando. Uma roda parada. É tudo tão irreal.

Olho as horas, mas não pra ver o tempo passando. Só gosto de ver os dígitos mudando. O homem vencendo. Somos mesmo muito espertos não? Temos relógios digitais. Bombardeamos cidades em pássaros de aço. Brincamos de bomba-pega. Escolhemos raposas ao poder. Pagamos impostos. Comemos meleca. Será tudo irreal?

Gosto de ficar aqui no alto do prédio. Gosto de olhar as nuvens. É como se elas subissem um pouco mais. É como se fugissem um pouco mais. Gosto de olhar pra baixo também. Ver os insetos trabalhadores. Muito ocupados pra contemplar a vida. A Terra. Homens e suas caixas com rodas. Homens e seus sapatos caros. Roupas amassadas. Óculos sujos. Cara manchada. Não sei mas, pareço tão irreal.

sábado, 27 de setembro de 2008

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Foi um longo e escuro dezembro
Dos telhados, eu me lembro
Estava nevando (tinha neve), neve branca.

Claramente, eu me lembro
Das janelas, eles estavam assistindo
Enquanto nós congelávamos lá embaixo.

Quando o futuro é arquitetado
Por um carnaval de idiotas em amostra
Seria melhor você ficar quieto.

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Foi um longo e escuro dezembro
Quando os bancos tornaram-se catedrais
E a névoa tornou-se Deus.

Padres agarraram-se às bíblias
Se viraram para acomodar seus rifles.
E a cruz foi segurada no alto

Me enterre em uma armadura
Quando meu corpo cair no chão.
E um amor de volta pra casa se desdobrará.

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Eu não quero ser um soldado
Com um capitão de um navio náufrago
E com a neve muito distante.

Então, se você me ama
Porque me deixaria ir?

Eu levei meu amor para violet hill.
Lá nós nos sentamos na neve.
O tempo todo, ela permaneceu em silêncio.

Então, se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?


Coldplay - Violet Hill

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Todo político é corrupto mesmo? E quem mais? Como saber?

A alguns poucos dias atrás recebi, no meu e-mail (neojoy.rj@gmail.com se vc tiver coisa boa pra me mandar), informações com vários podres dos candidatos atuais à prefeitura daqui de Manaus. Coisa pesada sabem? Envolvimentos em pedofilia, tráfico de drogas, enriquecimento ilícito, prostituição, violência familiar e outros "por menores". Um vislumbre do que há de pior em cada um. E, claro, corrupção no poder. Foi bem interessante. Até me interessei por política lendo aquilo. Mas hoje, houve ou novo evento nesse interim.

O governador do Estado do Amazonas, senhor Eduardo Braga (um dos citados nesse e-mail), veio a público na tv, durante uma entrevista em um jornal local, dizer que essas informações eram falsas e que já estavam investigando o autor (com tecnologias de busca na internet que desconheço) e o levariam à justiça por calúnia. O governador chegou a perder a fala e quase chorar quando tocou no assunto "família" - Eduardo Braga é acusado no e-mail de ser violento com a família, ter tido relações com menores de idade e de ter obrigado a filha a fazer um aborto.

E aí me veio à mente, ele estaria mentindo? Estaria o e-mail mentindo? Será que ele fala a verdade mas os outros candidatos estariam mesmo envolvido em tudo aquilo? Seria uma jogada dele mesmo? O e-mail poderia ter vindo dele. Ou será de outro candidato? Será Deus que existe algum político honesto mesmo?

Sabem (e eu falo muito "sabem"), eu prefiro não acreditar nele e nem no e-mail. Como acreditar? Como levar a sério? Eu já sei em quem votar mas não posso dizer que seja o voto certo. Quem pode? Não dá pra saber. Tudo o que eu sei é que analisei os candidatos e sei em quem votar. Vou orar por todos e inclusive pelo vencedor, seja quem seja. Não posso confiar em homem algum, mas em Deus sim. Que Ele faça a diferença. O resto é o resto.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Queria saber conter a loucura.


Na verdade eu gostaria de ter com quem compartilhá-la. Eu gosto dela. É bom saber que somos todos meio loucos. Eu só queria poder compartilhar dela com ela. 

Querer compartilhar minha loucura com alguém é muito romântico não? Talvez tenha algo de realmente errado comigo.



Ainda sobre o que escrever

Queria falar do cheiro. Da ânsia. Da dor. Do sangue. Das feridas. Da morte. Do que há de mais podre nessa alma humana. Mas as pessoas não gostam de ler sobre isso. 

Gostam de flores e devaneios. Já perceberam que as fotos dos perfis dos bloggers são todas pensativas? Todos os rostos estão olhando o céu, ou contemplando paredes invisíveis. Ou mesmo um chão semi-inexistente. Parecem filósofos que enxergam pirâmides entre formigas. Como se entendessem sobre as nuances da psique humana. E, querem saber, algumas dessas pessoas conseguem mesmo.

A minha foto é contemplativa. Minha mente é contemplativa. Meus textos são contemplativos. Meu blog é contemplativo. Então por que eu não escrevo sobre o que eu gostaria de escrever?

Medo talvez?

Sobre o que escrever

Eu não quero reclamar do mundo. Nem da sociedade. Não quero falar de política ou a falta da consciência política. Não quero comentar sobre jogos ou filmes. Sobre a vida das celebridades ou publicar meu diário. Não quero falar como o mundo era ou como o mundo é. E nem quero continuar naquele mesmo assunto de sempre.

Romance,

ou a falta dele.

É um assunto muito recorrente por aqui.

Eu só quero poder comentar sobre como eu me sinto. Sobre como eu vejo as coisas. Sobre os tons de cinza e vermelho. De amarelo e azul. Comentar sobre os tons das coisas.

E claro, GRITAR NESSE MEGAFONE!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Pah! Shwoom!

Eu queria poder jogar baseball. Na verdade não "baseball total" por que a idéia de correr e correr nunca me pareceu muito boa. Eu não gosto de correr. Mas eu queria balançar o taco no ar e acertar a bola em cheio pra fora do estádio. E com uma tacada acertar todas as dúvidas e todos os problemas. Acertar todos os medos e descontroles. Acertar todas as variáveis e mandá-las pra longe. Como se pudesse explodir a bola com a madeira. Eu adoraria fazer isso.


Eu queria poder voar. Não voar como uma andorinha ou um passarinho. Mas como o Super-Homem, com força e velocidade. Com a capacidade de não sofrer os danos da viagem espacial, nem de ter meu cabelo chamuscado. Queria fincar bem os pés no chão, dar a impulsão necessária, e me lançar ao espaço com força. Com violência. Atravessando o cosmos. Sentir o atrito por todo o corpo. Explodir planetas e sóis. Voar com tamanho poder que ultrapassaria mil vezes a velocidade do pensamento da luz. Aí eu voltaria pra Terra e descobriria o que perdi.


Tem vários momentos em que eu gostaria muito de explodir.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

02:08

Será que hoje eu durmo na minha cama?

Um gigante


Sim, é um mal meu. Eu preciso de certezas como gigantes destruindo cidades. Será que se eu estivesse numa cidade que está sendo pisoteada por um gigante eu acreditaria nisso? Eu sou muito medroso, fraco e de uma estima extremamente pífia. Talvez eu imaginasse que fosse apenas um terremoto.

Ah gigante! Pisa na minha cabeça pra eu ter certeza do que fazer!

7 dias tão fáceis de se envolver...

Mallu magalhães - vanguart


Composição: Mallu Magalhães


Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal

Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Levantasse o meu astral

7 dias vão e eu nem fui ver
7 dias tão fáceis de se envolver

Ah, se eu tivesse fotografado
Se eu tivesse integrado
Num mundo sobrenatural

Ah, eu seguiria o realejo
Desenharia o que eu vejo
No meu cereal

30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais

Ah, se eu fizesse alguma diferença
Se eu curasse uma doença
Com uma força genial

Ah, eu cantaria pra fazer sorriso
Eu perderia o meu juízo
Só pra ser especial

7 dias vão e eu nem fui ver
São 7 dias tão fáceis de se envolver

30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais

Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal

Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Se eu levantasse o meu astral



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Paraolimpíadas. Uma coisa é basquete, outra coisa é bocha.

Se você não sabe ainda estão ocorrendo olimpíadas na China. As paraolimpíadas começaram duas semanas depois dos primeiros jogos e eu tenho tido a chance de acompanhar no SporTv (com os comprimentos da Net), e sabem, tem sido legal. Olha eu realmente tenho gostado. Tem todo aquele lance de "superação humana sobre as adversidades" que me chama a atenção. Parece que o termo "olimpíadas" tem mais sentido com esses atletas.

Outro dia, imaginem só, estava vendo natação quando apareceu um atleta sem os braços! Sentiu o drama? SEM OS BRAÇOS! NA NATAÇÃO! Caramba mas eu fiquei passado. E AINDA ERA ESTILO BORBOLETA! BORBOLETA! SEM OS BRAÇOS! O cara parecia uma cobra nadando! E não falo isso curtindo não. É admiração mesmo. Muito bom. Infelizmente ele ficou com a prata, mas foi legal.

Agora o esporte que eu mais gosto é o basquete. Nossa é muito empolgante. Não por serem atletas em cadeiras de rodas. Não não. É porque parece que fica mais dinâmico e mais estratégico o jogo. O pessoal tem uma destreza e uma precisão incriveis. Muito legal. De verdade.


Agora a bocha... a bocha é um caso à parte.

É aguniante demais! Demais mesmo! O jogador fica todo torto! Ahhhhh. Isso porque tem muitos paraplégicos e com deficiências motoras. É estranho demais ó. 

E os que usam uma calha pra poderem jogar? Ahh aí que mata mesmo. Esses só conseguem mexer a cabeça então vem um ajudante e coloca a calha pra ele no local que ele pedir. Depois o jogador só faz empurrar com a cabeça ou algum aparelho moldado para si - uma varinha. Aguniante demais.


Bom, mas eu gosto das paraolimpíadas. É maravilhoso ver pessoas que não se deixam esmorecer por qualquer dificuldade. Pessoas que convivem bem com suas necessidades. Que conseguem vencer a si mesmas. É algo que eu admiro muito e sempre busco fazer. ;)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

No que eu pensava?




Eu pensava em você.

01:58

Acho que todo mundo gosta de focas.

Dido - White Flag

Gabriela Cravo e Canela

Antigos poemas e poesias

Antigos amores e dores

Deu vontade de falar de sorvete

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Leia minhas músicas. Se interessar ouça também.

Idéias

Já pensei em tantas coisas más pra fazer em mim
Já pensei em me drogar pra ser mais feliz
Já pensei em me esconder no mundo pra fugir do Amor
Já pensei em me matar pra acabar com a dor

Por que? (3x)

Já cheguei a beber tanto de cair no chão
Já cheguei a perder meu tempo em masturbação
Já cheguei a roubar meus pais de 10 reais a 100
Já cheguei a colar na escola em prova de inglês

Pra que? (3x)

Idéias em minha mente
comandam a ação
Definem atitudes
Estragam o coração
O desejo me controla
Afeta a razão
Eu sei qual a resposta
Morrer é a solução!

Morrer! (3x)
Pra mim.

Robson Jorge Loureiro

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Essa música fala sobre atitudes e ações que vem da nossa própria cabeça quando não deixamos Deus tomar conta das nossas vidas. Fala sobre como nossa mente pode ser enganosa.

O primeiro momento é sobre essas idéias que passam em cabeça vazia. Sobre derrubar a mesa e jogar os pratos na parede. "Já pensei em me esconder no mundo pra fugir do Amor" é fugir de Deus. Largar tudo. Muitas vezes isso passa pela cabeça de qualquer pessoa. Seja ela cristã ou não. Seja ela "doida" ou não. São coisas que se maquinam aqui dentro e que podem tomar forma se deixarmos. Coisas que fazem parte da nossa natureza caída.

No segundo momento já são as ações. Nem todas elas eu cometi, mas algumas sim. São coisas que ocorrem justamente quando nos deixamos ser levados pela correnteza. Quando dizemos literalmente "Dane-se! Que o mundo se exploda!". E isso também pode acontecer com qualquer pessoa, e quando menos se espera. Isso porque, como dito antes, nossa mente maquina e pensamentos ruins podem tomar forma. Ninguém se droga do nada. Ninguém trai a mulher do nada. Isso acontece sempre de caso pensado. Talvez não um plano minuciosamente traçado, mas podemos sim dar lugar a pensamentos que se juntam sozinhos. E no fim a gente acaba por experimentar. Ações conduzidas por desejos ocultos, mas vivos e bem alimentados.

O último momento da música já trata da consciência de uma natureza caída. De um corpo corrupto onde realmente somos fracos por que somos humanos. Por que precisamos desesperadamente da natureza divina nas nossas vidas. No final é possível que você não tenha entendido. Fala-se "Eu sei qual a resposta. Morrer é a solução". Não morte literal, onde tira-se a vida terrena. Trata-se de uma morte de vontade. De desejos. De matar essa natureza ordinária. Essa criatura que habita em nós e se delicia de imundícies. "Morrer pra mim". Trata-se de matar o ego. De matar nossos sonhos. De largar tudo aquilo que desejamos e queremos pra nós, e substituir pelo que Deus quer para nós. Ele sim sabe o melhor para as nossas vidas. Mas essa parte eu escrevo na próxima música que postar.

(cont...)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dinheiro e compulsão

Sabem, eu tenho um pequeno problema com dinheiro. Eu gosto de gastá-lo. Quando tenho e quando não tenho. E esse é um problema muito grande. Não que eu adore acabar com os estoque de lojas de roupas, ou com o de uma sorveteria, mas eu gosto de gastar. E isso é ainda mais chato quando não tenho dinheiro.

Eu não quero ser uma pessoa rica entendem? Nada da ostentação de grandes quantias. Nem ter uma casa grande e um carrão. Só quero poder ter dinheiro quando eu quiser. Sabem não? Deu vontade de comprar um sorvete, ir lá e comprar. Querer um livro e ir na net encomendar. Roupas novas... corte de cabelo... coisas do tipo. Como se aparecesse no meu bolso assim do nada.

Isso me lembra que de vez enquando eu penso como seria bom ter um gênio da lâmpada. Culpa de um livro de contos de fadas que li a muito tempo, quando meu irmão Ronald - ele tem 13 e eu 23 anos - era um bebê. Entre as muitas histórias havia Aladim no meio. Por aí vocês concerteza conseguem entender. A possibilidade de ter a quem, ou a o que, recorrer quando precisar de alguma quantia é muito boa. Esfregar um anel ou uma lâmpada mágica e "PUF"! Está lá. É verdade que é muito fácil mesmo. E a vida não é pra ser fácil. É pra ser vivida.

E ganhar dinheiro só metendo a mão no bolso magicamente não nos ajuda a dar real valor a ele. E isso é sempre importante. Se você não liga pro dinheiro que tem é porque não trabalhou pra ganhá-lo. E o trabalho dignifica o homem. Faz parte de se ter uma vida bem vivida. Ah mas eu realmente gostaria de um sorvete agora. Infelizmente eu sei que isso é só por gula mesmo. É porque eu tenho dinheiro e quero sentir o gosto de gastá-lo. Tem a ver com poder.

É isso sabem. Gastar, pra mim, tem um gosto de poder. Poder fazer. Poder realizar. Eu quero então eu vou e compro. Um aspecto bem humano não? Eu tenho disso às vezes. Acho que não seria um bom ditador, ou super-herói. Tenho um quê de vaidade muito grande. E ainda tem essa gula. Ai ai.

Vamos orar né? Controlar o instinto. Creio que o maior inimigo que podemos vencer é nós mesmos. Nem sempre fazer a própria vontade é o certo. Na verdade poucas vezes é. Quem diria Saul ou Sansão. Exemplos bíblicos de homens que se deixaram levar pelos próprios desejos e perderam todas as coisas maravilhosas que Deus tinha pra eles. É pessoal. A luta interna é a maior e mais intensa. Sempre.


Falows ;)

domingo, 24 de agosto de 2008

Simplesmente amor...

Vi esse filme hoje (madrugada de sábado pra domingo) e fiquei com vontade de escrever. Bom, o filme é muito bom. Me tocou bastante. As cores, a fotografia, as luzes, a forma dos atores falar, o clima britânico, foram coisas que me deixaram desse jeito. Pensando simplesmente em amor. Em amar e ser feliz.

Assim, se você vem a esse blog a algum tempo - é possível que depois desse comentário dê vontade de você visitar textos antigos daqui, ou talvez não - sabe que eu escrevo muito sobre isso. Sobre ter um amor, sobre perder o amor, sobre buscar o amor, sobre amor aqui e amor lá. Tem horas que parece muito melancólico isso aqui. Mas a bem da verdade é que eu sou um romântico meio melancólico. Isso não deve atenuar a veracidade dos meus textos tristes sobre romances, mas pelo menos estou sendo sincero.

E por que estou sendo sincero sobre minha melancolidade romântica?

"Melancolidade" não existe, certo?
Por que é a verdade e esse é o meu espaço de ser sincero, então conforme-se.

Sabem, eu sei que não vou ser feliz por encontrar a pessoa certa pra mim. Nem serei feliz por encontrar uma garota legal que vai me fazer muito bem pelo tempo que nosso namoro durar. Eu sei que não é assim. Mas eu sinto falta sabem. Sei que Deus tem o melhor pra mim, e eu confio muito mesmo nisso, mas ainda assim bate uma certa tristeza às vezes.

(Sorriso melancólico) Filme idiota que eu fui ver ein?! =)

Po Deus, eu estou aqui. Confio em Ti, e não quero nada além da tua vontade na minha vida. Me conforta ok?


E a vocês que ainda passam aqui, um beijo e um abraço. Obrigado por fazerem parte da minha vida. Vocês não são obrigados. ;)

sábado, 23 de agosto de 2008

A perda da minha história

Aconteceu a alguns dias. Por motivos de falta de espaço tive que guardar minha memória em outro lugar. Com outra pessoa. Toda minha história foi confiada a outra pessoa que não era eu. Ou seja, um ato de muita confiança. Não só nessa pessoa como a simples confiança de que tudo ia dar certo no final. Que eu não precisava me preocupar. Que era algo normal e até certo ponto rotineiro. Sem problemas. Acabei deixando minha memória por lá mais tempo que deveria. Descaso talvez. Preguiça possivelmente.

Mas senti falta das minhas lembranças. De tudo o que representavam pra mim. Queria tê-las de volta e sentir novamente tudo o que já tinha sentido. Resolvi falar com minha guardiã para reaver o que era meu. Mas tragicamente era impossível. Um incêndio tinha destruído tudo o que era realmente importante pra mim. Minha vida se tornou cinzas. Nunca mais eu lembraria quem fui. Uma parte de mim morreu.

Explicando.

Perdi todos os meus textos em Word e Notepad que tinha deixado com uma amiga. Deixei meu backup no pc dela mas acabou pegando vírus. Ela formatou e tudo o que eu já tinha escrevido, desde que ganhei meu primeiro computador, perdi. Não preciso explicar que fiquei amortecido com a notícia. Como se estivesse dopado. Depois uma onda de tristeza me atingiu. Preciso explicar? Acho que sim.

Acontece que é a minha história. Toda ela. Tudo o que eu fui e onde estou era explicado ali. Tinham textos meus, de amigos, poesias, poemas, entrevistas, declarações de amor, cifras, letras de músicas, letras de músicas minhas, piadas, pensamentos, divagações, idéias, tudo. TUDO! Tudo mesmo. Uma tristeza gigantesca me afligiu e eu comecei a chorar pensando em tudo o que perdi. Minha história. Minha vida.

Aos poucos fui me recompondo. Uma amiga disse "você escreve de novo, e melhor". Isso me causou uma ira violenta. Me controlei pra não perder a compostura com ela. A bloqueei no messenger e pensei o que poderia fazer por mim. Textos novos? Melhores? A questão não era essa. É como dizer "Ah, perdemos a declaração da independência mas vamos fazer uma melhor em A4.". Ou então "Os primeiros mapas de cartografia da história foram destruídos, mas sem problemas. Tá tudo aqui na memória". Mas que consolo estúpido esse não? Minha história é minha história. Não que eu não possa fazer outra, mas o que passou passou e não vai passar mais. Havia sentimento naqueles textos. Vírgulas, pontos, margens que eu possa esquecer vão mudar todo o contexto. E só o fato de escrever tudo de novo já é uma coisa sem sentido. É impossível se fazer uma coisa dessas. Ela não entende?

Não, ela não entende. Talvez você entenda. Minha vida é minha vida. Meus textos fazem parte dela. Minhas fotos, minhas músicas, meus vídeos (muitos que perdi nesse backup também). Tudo o que tenho nesse computador, nas caixas no meu armário, em cadernos antigos, em cds guardados, tudo faz parte da minha história. É como se eu perdesse um dedo e me dissessem "ei po, tu ainda tem 19". Não não, acho que a falta é ainda maior.

Bom, eu consegui achar um backup mais antigo do que esse onde alguns dos meus textos estavam guardados. Não os mais importantes, (esse meu último ano foi o mais importante da minha vida até esse momento) mas pelo menos tinham alguns. Estou aqui aceitando aos poucos que a vida é essa mesma. O lance é não largar mais o que é meu. Não que eu ache que foi culpa dessa amiga que pegou o vírus. Claro que não. Mas eu não posso mais confiar nas circunstâncias desse jeito. Tenho que guardar o que é meu comigo.

Dá pra ver que ainda não está sendo fácil pra mim não? Espero que nunca dê uma pane no meu blog, pois ficaria do mesmo jeito se descobrisse que todos os meus textos aqui sumiram.

domingo, 10 de agosto de 2008

Blogs e coisas a falar

São exatamente 02:44 desse domingo Dia dos Pais e estou na net lendo blogs e escrevendo no meu. É gostoso como eu realmente aprecio ler bons blogs e escrever. Infelizmente eu não escrevo assim tão bem, mas pelo menos eu não tenho me prendido a isso, e, creio que seja o melhor. Bom falar do que me chama a atenção nesse mundo onde tantos focos aparecem em tantos lugares. O mundo pode ser comparado como um "planeta Las Vegas", onde sempre tem alguma interessante coisa acontecendo em algum lugar.

Acho que a comparação não foi das melhores.

O caso é que, nessas surfadas pela net, me deparei com dois blogs que muito me agradaram a leitura e me fizeram pensar muito em mim e no que eu quero pro meu blog e pra minha profissão. Subir alguns patamares em termos de seriedade e ganhar a vida como jornalista, mesmo que nem sempre as palavras "seriedade" e "jornalista" estejam intimamente ligadas com "ganhar a vida". A estrada é bem comprida, com curvas e manchas de óleo dos que estão à frente.

Mas eu quero mesmo é comentar dos blogs e de como foi importante lê-los. O primeiro foi o blog do jornalista Zeca Camargo do Fantástico - o show da vida, nosso programa de todos os domingos.


Seu post foi sobre sua recente viagem à Alemanha e suas descobertas sobre a cidade. Achei realmente muito interessante como ele conhece sobre a cidade e sobre música e literatura alemã, mesmo que peça para os leitores lhe darem boas dicas de ambos na falta de recomendações próprias.

Mais tarde ele comenta sobre seu trabalho em uma galeria de arte nos anos 80 - o cara é velho ein - e seu encontro com a artista Hella Santorossa, que mais tarde lhe apresentaria uma Berlim que o traria muitas saudades.

Lendo sobre esse post só pude me imaginar como um jornalista fazendo uma matéria em outro país e escrevendo meu blog para um site. Me imaginei tendo essas experiências e crescendo com cada uma delas. Confesso que tive uma pitada de inveja por minha última alegria ter sido a compra de um roteador que me permite acessar a internet do meu notebook, deitado na minha cama, no ar-condicionado - lembre-se, aqui é Manaus. Conseguimos frio com 28 graus celsius, mas dificilmente tem feito menos que 32 - às 03 da manhã. O tempo voa quando estamos nos divertindo mesmo. É importante ressaltar, também, que eu nunca viajei mais longe que 180 km de carro da minha cidade. Estar em outro país me enche de inveja realmente.

Mas lendo o post do Zeca também me senti muito capaz. Não de viajar, mas de ser um jornalista reconhecido pelo meu talento e esforço. Sei que sou muito capaz, e anseio (e trabalho) por essas oportunidades.

Outro blog que tive a chance de ler foi o Instante Posterior do ex-integrante da banda Los Hermanos, Bruno Medina.

Nesse blog pude sentir a linguagem leve e bem escrita de Bruno e mais uma vez fui atingido pelo lance da capacidade. Seu último post tratava da abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim, na China, e fazia uma comparação do espetáculo chinês com a produção de uma escola de samba no Carnaval. Achei um texto muito gostoso de ser lido e realmente "me passei".

O post seguinte já tratava de um dos últimos registros em vídeo da banda Los Hermanos gravado na Fundição Progresso, Rio de Janeiro. Esse texto já me arremeteu à minha própria banda e aos momentos que não temos mais - visto que está parada a uns bons 4 meses - mas que podem ressurgir. Foi também muito bom ler sobre isso.

Enfim, não foi nada maravilhoso pra ser registrado no blog, mas, como esse espaço é meu, e eu faço o que quero nele, só posso dizer que foi um prazer escrever mais uma vez um post grande. ;)

Aos amigos aquele abraço e um aviso. Persigam seus sonhos com muito esforço e dedicação. A simples busca pela concretização deles não é o forte indício de que poderão se tornar reais. Mas a fórmula de tentativa e erro chega a algum lugar.

p.s. esse post terminou de ser escrito às 03:28 de domingo, 10 de Agosto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quem espera... sempre sai destruindo tudo de raiva!

Sabe, se tem uma coisa que eu odeio demais mesmo é esperar. ODEIO ESPERAR! Parece ser uma sacanagem que a pessoa apronta pra você de propósito. Algo pra te deixar de saco cheio pra depois... depois... sinceramente eu não sei porque isso.

Morte na família? Trânsito? Acabou a gasosa? Acabou o dinheiro? Foi chamado pra festa de aniversário daquela prima chata e acabou tendo do que ir? Teve que ficar em casa com a sua irmã pequena enquanto toda a sua família vai no aniversário daquela prima chata, menos você, que, bateu o pé e disse que se não fosse pro cinema você não sairia de casa?

QUERO SABER NÃO!!!! DEVERIA TER AVISADOOOOO!!!!!!!!!

As pessoas não avisam! Vão se atrasar? Vão faltar? O que custa? A bateria do celular? Os créditos? Suas horas na net pra mandar um recado? A disposição de um pombo postal que você cria desde filhote e que é a única esperança da humanidade? FAÇA-ME O FAVOR!!!! ISSO NÃO EXISTE NÃO!

Caramba mas isso é um lixo! Odeio ficar esperando. Odeio sentar aqui e saber que a droga da criatura não vai vir. Saber que estão me fazendo de palhaço, e que mais tarde ele vai entrar na net e me dizer "Po cara foi mal".

FOI MAL MESMO! FOI PÉSSIMO! ODEIO QUE ME FAÇAM DE OTÁRIO!

Com a fome que estou agora nem teria vindo ao cinema se soubesse (ou me deixasse lembrar) que esse cara sempre falta. Sério, eu teria ficado em casa.

CARAMBA! MAS QUE SACO!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Idéias pra vc roubar e ficar rico

Amanhã (essa segunda-feira) estou indo numa sorveteria com algumas amigas e lembrei de algumas idéias muito boas pra vc ficar rico. Digo vc pq eu não estou afim de levar isso pra frente, mas se vc quiser aí vão duas que me lembrei agora.

A primeira nem dá pra ficar rico. É mais um pedido pela minha pessoa mesmo. Acontece que toda vez que tomo sorvete (e isso deve acontecer com vc tbm) me dá sede. Nossa, é uma tristeza. Sempre dá muita sede. Porque eles não dão um copinho de água pro cliente? Vc ainda tem que comprar? Isso tira um pouco da alegria do sorvete concerteza. Claro que vender a água dá mais dinheiro, mas o copo grátis deixaria a pessoa mais à vontade pra passar mais tempo na sorveteria e até comprar mais sorvete não? Uma amiga minha disse que fazem isso em Boa Vista, mas aqui em Manaus nem. Espero que na sua cidade façam isso. É uma boa.

A segunda idéia me apareceu de repente. Nem pesquisei pra saber se existe. Papel fotográfico adesivo! Nossa, isso ia ajudar bastante na hora de colar as fotos no álbum ou em um painel. Não seria realmente boa? E o mundo não estaria melhor? E de repente até... pera lá... acabei de fazer uma pesquisa no Google. Essa idéia já tiveram e já estão ganhando muito dinheiro com ela. Bom... valeu comentar.

Eu acho.

;) Falows

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mallu Magalhães no Prêmio Multishow

Simplesmente adoro essa garota. Uma pena eu ter perdido a apresentação dela quando vi o Prêmio Multishow ao vivo. E ainda perdi as reprises também. Mas eis que o Youtube vem nos salvar. O Youtube é demais.

E essa apresentação de Música Urbana? Eu me passei muito. Essa garota é muito talento. O tempo passa e ela continua sendo maravilhosa no seu jeito de apresentar e principalmente o seu jeito como pessoa. Eu me amarro nessas atitudes estranhas dela como no final dessa apresentação onde diz "brigada" e vai embora como se aquele não fosse mais lugar pra ela. Há quem diga que seja a idade ou a fama repentina que ainda não lhe subiu a cabeça. Eu prefiro pensar que ela é um ser humano incrível e há poucos por aí. ;)

Falows Mallu e falows pessoal.

domingo, 6 de julho de 2008

No Funil

Sentado... olhando o nada... pensando em nada... sonhando com nada... sinto como se minha vida fosse um completo nada. Numa vida de altos e baixos agora sinto que o carrinho caiu.

Estou triste. Meu domingo não foi dos melhores. Pensei em um projeto. Um bom projeto. Algo que eu me sentiria muito bem fazendo e conseguiria um bom dinheiro fazendo o que eu me sentiria bem. Mas aí comecei a pensar em como fazer. Em como realizar. Quais os problemas e as dificuldades. De repente me veio à mente que eu não saberia fazer. Que erraria como sempre. Que seria mais um projeto idiota que nunca sairia da minha cabeça, e que sempre q eu comentasse com alguém sobre ele o projeto soaria mais e mais ridículo. Uma coisa infantil que alguém que me conhece nunca levaria a sério somente por eu estar dizendo que quero fazer. Saber que a garota que eu estava começando a ficar interessado começou a namorar não me fez bem. Não contribuiu em nada pra eu me sentir melhor.

Me sinto rodando num grande funil. Rodando e rodando. Lentamente. Estico o braço pra me segurar e subir, mas continuo girando. Girando e girando. Lá no fundo um grande buraco. Um grande vazio. Um nada. É como eu deslumbro o meu futuro. Um grande nada.

Estou muito decepcionado comigo mesmo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A busca épica pela segunda metade

Tenho pensado bastante no quão é fácil desistir de esperar. Desistir de querer a pessoa certa. Eu ainda penso que existe a pessoa certa sim. Mas isso cansa. Na verdade já cansou. Eu não quero mais esperar ninguém, mas ao mesmo tempo sei que vale a pena. Sei que tenho que esperar e ficar na minha.
Ficar na minha. É o que mais dizem. Principalmente quem é feliz e tem a sua amada ou o seu amado. Ficar na minha. Sou só eu que posso dizer seguramente que "ficar na minha" não é a coisa mais fácil do mundo? Claro que a vida é bem mais do que namorar e casar com uma pessoa maravilhosa. Mas acontece que faz falta ter alguém com quem compartilhar a vida. Amigos são amigos. Sinto falta Deus.

(continua...)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A realidade que vem depois não é aquela que planejei


Por isso hoje
estou tão triste.
Porque querer está tão longe de poder.
E quem eu quero está tão longe,
longe de mim.

Longe de mim!
Longe de mim!!
Longe de mim!!!

LONGE DE MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dia 12

Dia dos namorados. Acordei 10:00. Chuva. Dia dos namorados chuvosos. Pense, enquanto escovava os dentes, no quanto esse quadro é romântico. Claro... não me parece que dê pra sair e passear, mas dá pra ficarem os dois abraçados. E abraços são muito bons. Dia dos namorados com chuva.

É bem certo que eu não tenho namorada, então tanto faz se chove ou não chove. Mas ainda assim gosto de pensar no assunto. Até ontem eu tinha a idéia fixa de sair e caçar patos por aí nesse dia. Sei lá. Mirar num e POW! Claro, numa linguagem figurativa. Acontece que agora eu me acordo nesse meio frio (até onde pode ser frio em Manaus) e as coisas mudam de figura.

Sou um romântico irrecuperável. Creio que seja isso. O pior é que chego na data e não posso nem sair pra pensar em outra coisa. Estou sem dinheiro agora, e mais tarde já será mais tarde. Ficar em casa vendo DVD sozinho? Isso sim é deprimente.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SURPRESA!!! PARABÊNS PRA VOCÊ!!!!!

Hoje fui em um aniversário supresa. Foi uma coisa bem legal. Passei a tarde com o meu colega e a namorada dele enrolando no shopping até dar a hora da surpresa mesmo. É um grande amigo meu então não foi nenhum estorvo. A namorada dele havia pedido a minha ajuda pra embromar o cara. É, ela tava organizando toda a festa. Achei algo muito bonito. Como eu não iria me dispor a ajudar? Adoro aniversários surpresa.

O problema é que eu mesmo nunca tive um. E, na verdade, isso me incomoda bastante. Sabem, eu adoraria ter alguma coisa assim. Poder ter alguém que se importasse em fazer algo assim. Que demonstrasse seu amor dessa maneira. Que chamasse meus amigos e minha família. Que tivesse todo esse trabalho por mim. Meio egoísta parece? Não sei ao certo. Sei que eu gostaria bastante. Sei lá. Mostrar que se importa. Adoraria uma pessoa que se importasse em demonstrar que me ama. Talvez isso seja efeito do dia dos namorados que está chegando. Ou coisa do gênero.

Chato isso. Mas enfim, o aniversário foi muito legal. Meu amigo ficou mesmo muito surpreso. Gostei disso. Pude demonstrar um pouco do que sinto por ele. Foi legal. Um dia terei minha festa. Espero realmente. É como um sonho de criança. Ok que eu não sou mais criança, mas ainda é um sonho. Vou deixar que ele se realize sozinho. Ficar tocando no assunto o tempo todo não vai ajudar em nada.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O que dizer?

Sabem, parar e não saber o que escrever é um grande problema. Não saber o que dizer. Como começar um texto. Como começar uma conversa. É como se não houvesse o que ser dito. O que ser mencionado. Mas tem tanta coisa a ser revelada. Tantos pensamentos presos como ratos nessa armadilha que eu chamo de mente. Tanta coisa. E eu não consigo botar pra fora.

Fico pensando se dou passos pra trás em não dizer nada. Em aguentar tudo sozinho. O ser humano deve evoluir. Se tornar mais forte. Pra tanto "certas coisas devem ser comentadas". Discutidas. E eu na minha. Blog parado. Sempre digo que vou escrever e acabo não dizendo nada. Não sei. Talvez seja inspiração. Uma hora ela vai voltar.

sábado, 24 de maio de 2008

Par perfeito

Eu quero alguém pra conversar sobre filmes;
alguém pra ver filmes;
alguém pra conversar sobre livros;
sobre fotos,
e tirar algumas tbm.

Conversar sobre o Super-Homem;
sobre a evolução do Capitão-América;
sobre o Homem-Aranha;
sobre mitologia;
sobre animes.

Alguém pra ouvir música junto dividindo o fone,
ou somente jogados no sofá com ela saindo do som da sala.

Alguém pra jogar video-game.

Quero alguém pra ver seriados americanos;
alguém com qm conversar sobre as aulas;
sobre matemática, física e química.

Quero alguém com quem ter química;
e passar horas no telefone.

Alguém pra navegar na net;
fazer filmes pro youtube;
postar no fotolog;
pra criar o "quem sou eu" do Orkut;
alguém pra ter uma pasta só sua no meu álbum de fotos;
pra passar minutos que pareçam horas no messenger;
e horas que pareçam minutos.

Quero alguém com quem bater perna por aí;
andar no centro num sábado de manhã;
alguém pra ir no Largo;
no Teatro Amazonas;
no Bosque da Ciência;
andar a Djalma Batista no fim da tarde;
ir no Parque dos Bilhares;
na Arqueólogo (um Sebo);
no Porto;
na Ponta Negra;
no encontro das águas.

Alguém pra pegar em casa;
conhecer a família;
almoçar no domingo;
pegar na saída da aula;
ou que me espere ao final da minha;
alguém que se dê bem com os meus amigos,
e eu com os dela.

Quero alguém pra ir no cinema e não lembrar direito do filme,
mas tempos depois alugar e ver sentados juntos no sofá.

Quero alguém com quem olhar pro céu e sorrir;
rir de coisas bestas;
conversar sobre outras;
sobre mim;
sobre ela;
sobre nós;
sobre vós;
sobre coisas importantes;
sobre Deus;
sobre tudo.

Preciso de alguém com quem desabafar;
e chorar;
e ouvir;
e doar;
alguém com quem orar;
alguém de suporte;
alguém pra eu apoiar;
alguém pra me mostrar que Deus tem muito mais pra todos nós.

Quero alguém que me ajude a sonhar,
e a acreditar.
Que me entenda e que eu entenda.
Alguém pra me fazer cócegas e eu rir;
alguém com quem dançar;
e banguear.
Alguém pra contar piada sem graça;
pra passar por momentos engraçados;
alguém que me ajude a crescer;
e que eu ajude a crescer;
alguém com quem eu brigue;
mas que me aceite de volta,
por que essas coisas acontecem mesmo
e eu estou lutando pra ser melhor.

Alguém pra fazer todas essas coisas terem um sentido muito maior do que todo o resto.


Quero alguém pra pensar no futuro,
e que me ajude a fazê-lo acontecer.




Mas sem arrependimentos falsos,
ou fazer cara de coitado.
Eu digo que não mereço.

Essa pessoa eu já perdi.




(e o cursor fica piscando depois do ponto final)

domingo, 4 de maio de 2008

De hoje em diante

Estou querendo voltar. Estou precisando voltar. Minha vida era bem melhor quando eu estava por aqui.

Eu me sentia mais leve. Sentia mais calma. Sentia mais paz.

Não me sentia tão sujo. Nem tão pouco tão estúpido. Eu me sentia bem mesmo.

Estou precisando voltar ao que eu sei fazer de verdade, e deixar de lado o que eu me forço a fazer. Não é natural. Nunca foi. Eu me forcei, e me acostumei. Preciso voltar a ser quem eu sou de verdade.

Somos quem podemos ser? Claro que sim. Mas eu prefiro ser quem eu nasci pra ser.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Incompleto

Ele estava triste. Profundamente triste. Sentia seu espírito despedaçado e seu coração esquartejado. Era difícil compreender como tudo ocorrera. Na verdade até sabia o "como". Não entendia na verdade o "por quê". Na verdade não entendia o porque dele ter feito o que fez. Como era possível que ele a tinha perdido? A oportunidade da sua vida. Perdeu o céu de uma vez só. Perdeu a única pessoa que já amou. Agora tudo tinha acabado.

Nunca acreditou totalmente naqueles contos românticos onde o autor do texto se destruía totalmente por um amor inalcançável. Nem tampouco em como as pessoas conseguiam sentir no coração dores que vinham totalmente do cérebro "apaixonado". Totalmente irreal, totalmente ilógico. O amor nada mais é que impulsos nervosos e movimento de enzimas pelo sangue. Nada muito "Titanic" ou "Um amor pra recordar". Estava tudo na sua cabeça.

É. Estava tudo na sua cabeça. Tudo. Todas as dores e lembranças. Dores e lembranças que martelavam dia e noite na sua cabeça e, diferente das suas suposições lógicas, acabavam com o seu coração. Ilógico ou não, o fato é que o coração dele dóia muito. Doía uma dor que ele não podia fazer passar com um dos seus placebos para pacientes malucos. Dóia como se rasgasse cada músculo e o fizesse cuspir no vaso sanitário. Doía como se sua vida se esvaísse. Doía até pela vergonha de nunca ter achado essa dor possível. A dor de um coração partido. Pior ainda, ele mesmo o despedaçou.

domingo, 25 de novembro de 2007

Eu não sou tão bom assim

Eduardo acordou e ficou realmente feliz de estar acordado. Como a vida era ínfima e frágil. Era tão bom acordar para mais um dia. Esse pensamento veio incrívelmente rápido à sua mente. Interessante como os pensamentos tem essa habilidade de serem incrívelmente rápidos. Poucos se dão ao luxo de correrem a marcha olímpica dentro de um cérebro humano normal. Normalmente eles são desesperados para tomar nossa mente. E assim como o primeiro pensamento de Eduardo veio galopante, o segundo veio a jato. "Hoje você vai trabalhar cara..."

Putz isso realmente deixou Eduardo murcho. Era algo comparado a um balão sendo cheio ao inverso. Chega até a ser bem triste isso. Eduardo encheu pra dentro. Consternado ele foi em direção aos fundos da casa pegar sua toalha e de lá partiu em direção ao banho. Ainda se sentia demasiadamente murcho quando lembrou que tinha hora pra chegar no trabalho e não tinha sequer o direito de ficar consternado. Lavou as "partes" com extrema velocidade (deve-se salientar nesse momento que, para um homem de 20 e tantos anos, "lavar as partes" é o mesmo que passar a mão ensaboada debaixo do chuveiro na "parte" que mereça a devida limpeza. Isso numa velocidade que chega a 3 segundos em casos extremamente demorados.), a cabeça (porque se não ele não acorda de verdade) e saiu do box correndo "no sapatinho"pra não escorregar e perder mais tempo ainda. Mais um dia estava começando

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

De mim pra você

Foi ótimo. Maravilhoso. Perfeito.
Foi tão bom ter você perto de mim.
Não havia mais nada no mundo além de nós.

Nós juntos. Aninhados. Sorrindo.
Um momento que não deveria ter fim.
Quem dera o tempo passasse e nos deixasse a sós.

Ali não importava o antes e o depois.
Não importava o ontem e o amanhã
Ali só importava nós dois.
Um irmão, e uma irmã.

Irmã linda que me conquistou com um olhar
Com um sorriso e um jeito de menina
A mulher que Deus me deu para amar
Aquela que salvaria minha vida

E passo orando todos os dias
Pela pessoa que a cada dia mais significa
Lembrando nossas alegrias
E pedindo: Deus, não esquece da minha querida.

Lancelot

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Meu avô

Vi no blog da minha amiga Rapha um relato muito bonito sobre o que ela tinha aprendido com sua amada avó e me senti na obrigação de relatar o que aprendi com o meu. Não são muitas coisas a contar, mas espero, com esse relato, eu mesmo entender quem foi esse homem e o que ele realmente significou na minha vida.


Sandoval Guimarães Loureiro - pai de Sandoval Jorge Guimarães Loureiro - pai de Robson Jorge Oliveira Loureiro - pai de (acho que meu filho não vai ter o "Jorge". Não sei. Estou pensando nisso ainda.). Pra início de conversa esse era o meu avô no início do início do que posso me lembrar dele. O pai do meu pai. Qualquer outra lembrança sobre quem ele era acabou se suprimindo em gritos, bebidas, tapas, humilhações e terror. Creio que dos meus 4 aos 12, ou 13 anos, era assim que eu poderia classificar a casa do meu avô em uma prateleira de locadora. Terror.


Claro que isso nem sempre. Quando se embalava na "cadeira de macarrão" da sala assistindo tv, quando estava dormindo, quando ia almoçar ou só andar por aí ele até poderia ser considerado um avô. Não dos mais amorosos, mas um avô. Infelizmente a probabilidade dele sair de casa e não voltar bêbado era quase nula. Eu e meu irmão nos divertíamos muito quando meu avô saia, mas sempre com um temor no coração de quando ele voltasse. E ele sempre voltava.


Desde o começo da rua podíamos ouvi-lo gritando palavrões e vê-lo cambaleando pela calçada. Minha mãe diz que ele tinha tido um derrame a muitos anos atrás e por isso andava assim. (Íncrível como minha mãe sabe mais da vida do meu avô do que o próprio filho dele. Ou talvez meu pai só não goste mesmo de lembrar). O fato é que essa era uma hora de horror em mim. Não sei por que ele implicava mais comigo. A coisa da qual eu mais me arrependia era de não prestar atenção e ser pego de surpresa brincando no chão da sala quando ele aparecia de repente na porta gritando e tentando puxar meu pé e tacando o cinto de couro nas minhas costas. Eu saia correndo desesperado pro segundo andar da casa onde ele não conseguia subir graças ao derrame (bendito derrame que quase levou a vida dele e muitas vezes salvou a minha). E durante a tarde toda ouvíamos os gritos e xingamentos dele pra nós, nossas tias e minha avó. Humilhante. Triste. Dramático. Meu avô foi o maior vilão da minha infância.

Poucas coisas eu posso dizer que sei dele. Mas pelo menos posso dizer alguma coisa.


Sei que ele era órfão (novamente pelos relatos de minha materna) e acabou sendo adotado por um homem que o registrou com o tão consagrado "Loureiro". Nome esse que tenho orgulho de ostentar não pelo meu maior inimigo, mas sim pelo meu maior herói. Meu pai. O homem com o qual sempre gostei de aprender.

Sei que um dia ele havia sido um radialista até famoso que ganhou muito dinheiro e gastou tudo em bebidas e mulheres. Isso com ele já casado. Aparentemente depois do derrame sua carreira chegou ao fim. Aparentemente toda sua vida acabou assim também.

Sei que vivia bêbado pelos bares e esquinas da Sete de Setembro e meu pai, sendo o mais velho, desde a adolescência já precisava tomar conta da família. Eu tenho oito tios ok? Muita gente pra um menino de 16 anos cuidar.


Sei que meu avô foi quem deu os genes do “economismo” pro meu pai. Talvez do cúmulo da avareza. Minha mãe conta que um dia ele ia fazer ovo frito e deixou cair o bendito no chão graças a pouca força no braço esquerdo atingido pelo derrame. Sem reclamar ou pestanejar pegou uma pá de lixo, juntou o ovo, fritou e comeu com farinha. Assim eu vejo do que nosso sangue economista é capaz.

Sei que meu avô tinha tido uma juventude boa pelas músicas que tentava cantar ouvindo pelo rádio quando estava bêbado. Claramente ele buscava aquela alegria que ele mesmo enterrou de baixo da cachaça e da cerveja. Afogada no álcool de uma alma destruída que tentava destruir a todo o resto. Talvez ele fosse como um alguém que tenta sair de um buraco de lama. Até mesmo suas tentativas de liberdade acabam por afundar mais quem o ajuda. Meu avô não tinha mais futuro a muitos passados atrás.

Sei que ele até que amava seus filhos e pode-se dizer que até sentia falta deles. Isso pelos gritos e insultos dados a alguns e beijos e abraços a outros. No fundo creio que ele amava a todo mundo mesmo que não conseguisse demonstrar. Pelo menos é a única coisa boa que consigo pensar dele e não quero perder essa ilusória constatação. Ainda gosto de pensar que meu avô também foi um ser humano, mesmo que muito atormentado por fantasmas próprios que o amarravam a correntes grossas e a grandes bolas de metal.



Lembro de estar jogando vídeo game com o meu irmão em casa quando o telefone tocou. Como estava na vez dele eu fui atender. Era minha tia perguntando pelo meu pai (que não estava) e pedindo pra avisar a ele da morte do meu avô. Eu disse que tudo bem e desliguei. Contei ao meu irmão o que tinha acontecido e ficamos longos 30 segundo em silêncio. Depois disse que era a minha vez no jogo e voltamos ao que estávamos fazendo.

Meu avô morreu deitado na cama, por insuficiência respiratória. Sozinho. Minha tia, a que tinha ficado com ele naquele dia, havia saído pra comprar pão, eu acho, e minha avó estava visitando outros parentes. Assim ninguém estava com ele nos últimos segundos. Ninguém pra dizer "ele parecia em paz quando morreu". Particularmente acho que ele agonizou e realmente teve muito medo. Um medo que tinha muito medo de ter. Isso não me alegra. Nem me entristece. Não me dá emoção alguma. Um vazio. Meu avô era meu maior vilão.

De herança dele fiquei com um relógio que posso não usar mas tenho um grande desejo de mantê-lo até a minha própria morte. Talvez porque no fundo eu me importe mesmo com valores familiares. Não sei se ele deixou o relógio de propósito pra mim ou se foi em um acordo familiar. Só sei que ele gostava mesmo do meu pai. Que tinha orgulho dele.


Meu avô não me ensinou nada além de lutar pela minha vida. A lutar pelo que quero e pelo que preciso. Meu avô me deu extinto de sobrevivência de uma maneira bem simples. Tentando me espancar e me tirar de debaixo da cama. Tentando quebrar a porta do banheiro quando eu estava usando, e arrancando meus cabelos com raiva. Talvez daí venha esse meu ódio por quem os puxa.

Talvez, na verdade, meu avô tenha me ensinado a maior das lições. Sobreviver a tudo e a todos. Até mesmo, a ele.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Amigo virtual? MORRA!!!!!!!!!

- oi amor td bm? saudades de vc
- oi minha querida. po tava com saudades tbm. por onde vc anda?
- ai tô só estudando/trabalhando/viajando. tenho nem tempo ó. mas sinto muita sua falta viu?
- po e eu. bora sair? peça/cinema/show/quebrar carros no centro/cuspir em velhinho e correr?
- ai nem vai dar. tenho q estudar/dormir/trabalhar/meter o dedo no nariz...
- pooo AÍ TU NUM TÁ COM SAUDADES NÉ CARAMBA!



Cansei de amizades virtuais. Caramba cansei mesmo. Demorou mas caiu a ficha. Amizade virtual é uma droga. Eu tenho 22 anos po. Quero ter um contato legal no messenger pra me chamar de bonito não. Quero essência! Quero olhar. Quero toque. Quero gente viva!!! Seria pedir muito? Porcaria de século 20

A internet veio pra aproximar as pessoas do próprio umbigo delas. A cada dia enfiamos mais e mais a cabeça. Tudo pra pensarmos em quem mais importa. Nós! E essas amizades de messenger/orkut/irc/icq/youtube/lastfm/bate papo erótico da uol só servem pra evidenciar isso. Procuramos nos sentir bem no mundo pra nos sentirmos bem conosco mesmos. Ah eu preciso disso não. Preciso de gente!

Eu quero usar a internet pra me aproximar de um amigo e dizer "po cara eu tô mal ó", "vem aqui em casa pra gente conversar!" "bora sair. tô precisando mesmo" e aí a tal da pessoa vai. Sabem, não é tão complicado assim. Basta ter boa vontade. Talvez um pouco a mais.

E garotas? Caramba essas são as piores amizades virtuais que se podem ter. Porque vc cria uma amizade legal pela net e pede pra conhecer e a mulher já pensa que quero enfiar a língua na garganta dela? "ai não po tenho q tirar a unha encravada do dedod a minha vó maluca lá no Eduardo Ribeiro". Leseira total.

Sem brincadeiras, o texto tá sem roteiro, sem grafia correta, pode até fugirem as idéias e as concordâncias estarem disformes, mas era tudo o que eu tinha a falar sobre isso. Cansei mesmo. Agora faço amizades com pessoas que tenham CPF, RG ou mesmo Registro de Nascimento. Nada mais de palavras de aceitação numa telinha de recados.

Quer ser meu amigo mesmo? Aparece droga.






Se ofendeu? Sinto muito olha, mas sou uma criança com ferrão. Brinco e brinco, mas picar eu sei e muito bem. E só faço isso se estiver mesmo mordido.

Aos que se dizem verdadeiros amigos está na hora de provar. Não se prova o amor? Estamos falando de internet ô cabeça. Aqui é terra sem lei