quinta-feira, 16 de outubro de 2008

0.1

Eu gosto de me jogar no chão e ficar deitado sem motivo. Um dia pensei "qual o problema se eu fizer isso?"

Eu gosto de sair de casa e andar no centro, ou no Amazonas Shopping, ou no Millennium Mall (depende do calor). Normalmente estou em casa e penso "vou sair", e simplesmente eu vou.

Eu gosto de sair de casa e ficar no quintal olhando pra cima. Procurando a lua.

Gosto de falar sozinho andando em volta da mesa da cozinha.

Gosto de andar de cueca de madrugada.

Gosto de usar dinheiro pra comprar revistas interessantes como a Zupi, ou a Fotografe.

Gosto de abrir um caderninho e ficar passando a caneta devagar, sem rumo, quando eu deveria estar anotando alguma coisa importante que me veio de repente à mente.

Eu gostaria de poder voar e ficar um pouco no nível das nuvens. Ver o vento agindo. Sentir o sentido de tudo isso.

Às vezes eu me perco em mim mesmo. É interessante. É como se fosse um longo caminho onde eu paro e pergunto "onde estou mesmo?".

Eu não sei, mas acho que sou muito normal não. Gosto de ser impulsivo, mas sem ter significado. É como se eu experimentasse a mim mesmo. O mundo. As coisas. As pessoas. Saber do que é feito o algodão doce. 

Parece um tanto filosófico? Só posso dizer que sou eu, e nada além.

Fico me perguntando "quem quer perder tempo querendo compartilhar sua vida com um cara como eu?"

sábado, 4 de outubro de 2008

Meu sonho ateniense

Essa semana tive o prazer de visitar a mais antiga instutuição universitária do Brasil. A Universidade Federal do Amazonas - UFAM. E por que tal visita seria merecível de comentário neste blog tão empoeirado quanto um sebo? Porque eu adorei aquele lugar. ;)

A idéia "universitário" parece mais concreta naquele lugar. Nossa, é mesmo maravilhoso. Digo isso por que venho de uma faculdade particular localizada no centro da cidade de Manaus - a Uninorte. Minha faculdade (ou melhor, centro universitário) domina boa parte de uma das principais ruas do centro. Há uma unidade em cada quadra (praticamente). Eu estudo à noite (no momento está trancado, mas é o horário a que retornarei próximo período). Não sei, o sentido de universitário de noite, numa faculdade particular (centro universitário) presente em prédios espalhados pelo centro da cidade, é muito diferente do que eu gostaria. Parece um esteriótipo (e tenho certeza que se eu usasse uma palavra diferente vocês aceitariam melhor) de alguém com mais de 30 anos que voltou a estudar pra melhorar as oportunidades no novo mercado de trabalho, de um jovem playboy da sociedade, ou mesmo de um jovem que está lutando pra ser alguém na vida. Não me levem a mal, até que são boas personificações (tirando o playboy) mas não é o que eu gostaria. Eu nasci pra ser um revolucionário!

E onde cresce o espírito universário revolucionário? Além de uma viagem de moto pela América do Sul óbviamente. Num campus universitário! Nossa! Concerteza isso é muito vivo pra mim.

Quer dizer, parece que aquele lugar é só pra isso. Afastado do resto da sociedade para criar livres pensadores - filósofos. Jovens que podem explodir aqueles caminhos a fora com rostos à base de tinta guache, ostentando mensagens de protesto e bandeiras socialistas (esse socialismo é só por causa da imagem revolucionária mesmo. Pra mim não funciona). Parece que cada estudante está sendo gradativamente criado naquelas salas para se imporem contra a sociedade. Discutir as idéias. Criar novos caminhos de pensamentos. Abalarem as estruturas. Nossa, eu realmente me senti muito bem ali.

Mas na verdade, antes que apareça alguém pra estragar essa minha imagem, eu sei que essa é a utopia. O mais certo é que esse seja apenas um bonito sonho de algo que poderia ser mas não é. Infelizmente é um caso de educação pública. E privada também, claro. Acontece que eu tenho esse olhar romântico sobre o mundo.

Vale ressaltar que vejo também as qualidades da minha universidade. Só que ela me parece bem mais americanizada e menos ateniense. E eu não gosto muito disso. ;)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Colina Violeta

Tem uma música em mim, que eu não sei bem o que quer dizer.
Que tem versos que eu ainda não consegui entender.
Mas ela fala "se você me ama, não vai me deixar saber?"

A melodia começa a tocar quando minha mente pára
e de repente o que já não tinha sentido fica totalmente insano.
Louco como só na neve durante o mês de Dezembro.

E tem um solo de guitarra que insiste em tocar em qualquer momento
Eu já tentei tocar mas incrívelmente os dedos não aprenderam o que o ouvido viu
E eu fico imaginando toda aquela gente que também não a entende.

O refrão é a única parte que consigo entender.
E é muito ruim por que eu não tenho por que cantá-lo.
Porque eu gostaria de dizer "se você me ama, não vai me deixar saber?"

Alberto Knox

Eu gosto de andar. Desço a rua com as mãos nos bolsos. Meus pés conhecem a direção que minha mente perdeu. Meus olhos olham atentamente o nada que surge a cada passo. É incrível como o mundo gira sem mim. Parece tão irreal.

Paro na esquina e observo os carros passarem. Não quero atravessar. Seria bom andar um pouco mais do lado de lá, mas antes eu quero ver os carros passarem. Quero ver a vida vivendo. Uma criança correndo. Um velho chorando. Uma roda parada. É tudo tão irreal.

Olho as horas, mas não pra ver o tempo passando. Só gosto de ver os dígitos mudando. O homem vencendo. Somos mesmo muito espertos não? Temos relógios digitais. Bombardeamos cidades em pássaros de aço. Brincamos de bomba-pega. Escolhemos raposas ao poder. Pagamos impostos. Comemos meleca. Será tudo irreal?

Gosto de ficar aqui no alto do prédio. Gosto de olhar as nuvens. É como se elas subissem um pouco mais. É como se fugissem um pouco mais. Gosto de olhar pra baixo também. Ver os insetos trabalhadores. Muito ocupados pra contemplar a vida. A Terra. Homens e suas caixas com rodas. Homens e seus sapatos caros. Roupas amassadas. Óculos sujos. Cara manchada. Não sei mas, pareço tão irreal.

sábado, 27 de setembro de 2008

Se você me ama, não vai me deixar saber?

Foi um longo e escuro dezembro
Dos telhados, eu me lembro
Estava nevando (tinha neve), neve branca.

Claramente, eu me lembro
Das janelas, eles estavam assistindo
Enquanto nós congelávamos lá embaixo.

Quando o futuro é arquitetado
Por um carnaval de idiotas em amostra
Seria melhor você ficar quieto.

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Foi um longo e escuro dezembro
Quando os bancos tornaram-se catedrais
E a névoa tornou-se Deus.

Padres agarraram-se às bíblias
Se viraram para acomodar seus rifles.
E a cruz foi segurada no alto

Me enterre em uma armadura
Quando meu corpo cair no chão.
E um amor de volta pra casa se desdobrará.

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Eu não quero ser um soldado
Com um capitão de um navio náufrago
E com a neve muito distante.

Então, se você me ama
Porque me deixaria ir?

Eu levei meu amor para violet hill.
Lá nós nos sentamos na neve.
O tempo todo, ela permaneceu em silêncio.

Então, se você me ama,
Não vai me deixar saber?

Se você me ama,
Não vai me deixar saber?


Coldplay - Violet Hill

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Todo político é corrupto mesmo? E quem mais? Como saber?

A alguns poucos dias atrás recebi, no meu e-mail (neojoy.rj@gmail.com se vc tiver coisa boa pra me mandar), informações com vários podres dos candidatos atuais à prefeitura daqui de Manaus. Coisa pesada sabem? Envolvimentos em pedofilia, tráfico de drogas, enriquecimento ilícito, prostituição, violência familiar e outros "por menores". Um vislumbre do que há de pior em cada um. E, claro, corrupção no poder. Foi bem interessante. Até me interessei por política lendo aquilo. Mas hoje, houve ou novo evento nesse interim.

O governador do Estado do Amazonas, senhor Eduardo Braga (um dos citados nesse e-mail), veio a público na tv, durante uma entrevista em um jornal local, dizer que essas informações eram falsas e que já estavam investigando o autor (com tecnologias de busca na internet que desconheço) e o levariam à justiça por calúnia. O governador chegou a perder a fala e quase chorar quando tocou no assunto "família" - Eduardo Braga é acusado no e-mail de ser violento com a família, ter tido relações com menores de idade e de ter obrigado a filha a fazer um aborto.

E aí me veio à mente, ele estaria mentindo? Estaria o e-mail mentindo? Será que ele fala a verdade mas os outros candidatos estariam mesmo envolvido em tudo aquilo? Seria uma jogada dele mesmo? O e-mail poderia ter vindo dele. Ou será de outro candidato? Será Deus que existe algum político honesto mesmo?

Sabem (e eu falo muito "sabem"), eu prefiro não acreditar nele e nem no e-mail. Como acreditar? Como levar a sério? Eu já sei em quem votar mas não posso dizer que seja o voto certo. Quem pode? Não dá pra saber. Tudo o que eu sei é que analisei os candidatos e sei em quem votar. Vou orar por todos e inclusive pelo vencedor, seja quem seja. Não posso confiar em homem algum, mas em Deus sim. Que Ele faça a diferença. O resto é o resto.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Queria saber conter a loucura.


Na verdade eu gostaria de ter com quem compartilhá-la. Eu gosto dela. É bom saber que somos todos meio loucos. Eu só queria poder compartilhar dela com ela. 

Querer compartilhar minha loucura com alguém é muito romântico não? Talvez tenha algo de realmente errado comigo.



Ainda sobre o que escrever

Queria falar do cheiro. Da ânsia. Da dor. Do sangue. Das feridas. Da morte. Do que há de mais podre nessa alma humana. Mas as pessoas não gostam de ler sobre isso. 

Gostam de flores e devaneios. Já perceberam que as fotos dos perfis dos bloggers são todas pensativas? Todos os rostos estão olhando o céu, ou contemplando paredes invisíveis. Ou mesmo um chão semi-inexistente. Parecem filósofos que enxergam pirâmides entre formigas. Como se entendessem sobre as nuances da psique humana. E, querem saber, algumas dessas pessoas conseguem mesmo.

A minha foto é contemplativa. Minha mente é contemplativa. Meus textos são contemplativos. Meu blog é contemplativo. Então por que eu não escrevo sobre o que eu gostaria de escrever?

Medo talvez?

Sobre o que escrever

Eu não quero reclamar do mundo. Nem da sociedade. Não quero falar de política ou a falta da consciência política. Não quero comentar sobre jogos ou filmes. Sobre a vida das celebridades ou publicar meu diário. Não quero falar como o mundo era ou como o mundo é. E nem quero continuar naquele mesmo assunto de sempre.

Romance,

ou a falta dele.

É um assunto muito recorrente por aqui.

Eu só quero poder comentar sobre como eu me sinto. Sobre como eu vejo as coisas. Sobre os tons de cinza e vermelho. De amarelo e azul. Comentar sobre os tons das coisas.

E claro, GRITAR NESSE MEGAFONE!!

domingo, 21 de setembro de 2008

Pah! Shwoom!

Eu queria poder jogar baseball. Na verdade não "baseball total" por que a idéia de correr e correr nunca me pareceu muito boa. Eu não gosto de correr. Mas eu queria balançar o taco no ar e acertar a bola em cheio pra fora do estádio. E com uma tacada acertar todas as dúvidas e todos os problemas. Acertar todos os medos e descontroles. Acertar todas as variáveis e mandá-las pra longe. Como se pudesse explodir a bola com a madeira. Eu adoraria fazer isso.


Eu queria poder voar. Não voar como uma andorinha ou um passarinho. Mas como o Super-Homem, com força e velocidade. Com a capacidade de não sofrer os danos da viagem espacial, nem de ter meu cabelo chamuscado. Queria fincar bem os pés no chão, dar a impulsão necessária, e me lançar ao espaço com força. Com violência. Atravessando o cosmos. Sentir o atrito por todo o corpo. Explodir planetas e sóis. Voar com tamanho poder que ultrapassaria mil vezes a velocidade do pensamento da luz. Aí eu voltaria pra Terra e descobriria o que perdi.


Tem vários momentos em que eu gostaria muito de explodir.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

02:08

Será que hoje eu durmo na minha cama?

Um gigante


Sim, é um mal meu. Eu preciso de certezas como gigantes destruindo cidades. Será que se eu estivesse numa cidade que está sendo pisoteada por um gigante eu acreditaria nisso? Eu sou muito medroso, fraco e de uma estima extremamente pífia. Talvez eu imaginasse que fosse apenas um terremoto.

Ah gigante! Pisa na minha cabeça pra eu ter certeza do que fazer!

7 dias tão fáceis de se envolver...

Mallu magalhães - vanguart


Composição: Mallu Magalhães


Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal

Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Levantasse o meu astral

7 dias vão e eu nem fui ver
7 dias tão fáceis de se envolver

Ah, se eu tivesse fotografado
Se eu tivesse integrado
Num mundo sobrenatural

Ah, eu seguiria o realejo
Desenharia o que eu vejo
No meu cereal

30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais

Ah, se eu fizesse alguma diferença
Se eu curasse uma doença
Com uma força genial

Ah, eu cantaria pra fazer sorriso
Eu perderia o meu juízo
Só pra ser especial

7 dias vão e eu nem fui ver
São 7 dias tão fáceis de se envolver

30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais

Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal

Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Se eu levantasse o meu astral



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Paraolimpíadas. Uma coisa é basquete, outra coisa é bocha.

Se você não sabe ainda estão ocorrendo olimpíadas na China. As paraolimpíadas começaram duas semanas depois dos primeiros jogos e eu tenho tido a chance de acompanhar no SporTv (com os comprimentos da Net), e sabem, tem sido legal. Olha eu realmente tenho gostado. Tem todo aquele lance de "superação humana sobre as adversidades" que me chama a atenção. Parece que o termo "olimpíadas" tem mais sentido com esses atletas.

Outro dia, imaginem só, estava vendo natação quando apareceu um atleta sem os braços! Sentiu o drama? SEM OS BRAÇOS! NA NATAÇÃO! Caramba mas eu fiquei passado. E AINDA ERA ESTILO BORBOLETA! BORBOLETA! SEM OS BRAÇOS! O cara parecia uma cobra nadando! E não falo isso curtindo não. É admiração mesmo. Muito bom. Infelizmente ele ficou com a prata, mas foi legal.

Agora o esporte que eu mais gosto é o basquete. Nossa é muito empolgante. Não por serem atletas em cadeiras de rodas. Não não. É porque parece que fica mais dinâmico e mais estratégico o jogo. O pessoal tem uma destreza e uma precisão incriveis. Muito legal. De verdade.


Agora a bocha... a bocha é um caso à parte.

É aguniante demais! Demais mesmo! O jogador fica todo torto! Ahhhhh. Isso porque tem muitos paraplégicos e com deficiências motoras. É estranho demais ó. 

E os que usam uma calha pra poderem jogar? Ahh aí que mata mesmo. Esses só conseguem mexer a cabeça então vem um ajudante e coloca a calha pra ele no local que ele pedir. Depois o jogador só faz empurrar com a cabeça ou algum aparelho moldado para si - uma varinha. Aguniante demais.


Bom, mas eu gosto das paraolimpíadas. É maravilhoso ver pessoas que não se deixam esmorecer por qualquer dificuldade. Pessoas que convivem bem com suas necessidades. Que conseguem vencer a si mesmas. É algo que eu admiro muito e sempre busco fazer. ;)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

No que eu pensava?




Eu pensava em você.

01:58

Acho que todo mundo gosta de focas.

Dido - White Flag

Gabriela Cravo e Canela

Antigos poemas e poesias

Antigos amores e dores

Deu vontade de falar de sorvete

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Leia minhas músicas. Se interessar ouça também.

Idéias

Já pensei em tantas coisas más pra fazer em mim
Já pensei em me drogar pra ser mais feliz
Já pensei em me esconder no mundo pra fugir do Amor
Já pensei em me matar pra acabar com a dor

Por que? (3x)

Já cheguei a beber tanto de cair no chão
Já cheguei a perder meu tempo em masturbação
Já cheguei a roubar meus pais de 10 reais a 100
Já cheguei a colar na escola em prova de inglês

Pra que? (3x)

Idéias em minha mente
comandam a ação
Definem atitudes
Estragam o coração
O desejo me controla
Afeta a razão
Eu sei qual a resposta
Morrer é a solução!

Morrer! (3x)
Pra mim.

Robson Jorge Loureiro

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Essa música fala sobre atitudes e ações que vem da nossa própria cabeça quando não deixamos Deus tomar conta das nossas vidas. Fala sobre como nossa mente pode ser enganosa.

O primeiro momento é sobre essas idéias que passam em cabeça vazia. Sobre derrubar a mesa e jogar os pratos na parede. "Já pensei em me esconder no mundo pra fugir do Amor" é fugir de Deus. Largar tudo. Muitas vezes isso passa pela cabeça de qualquer pessoa. Seja ela cristã ou não. Seja ela "doida" ou não. São coisas que se maquinam aqui dentro e que podem tomar forma se deixarmos. Coisas que fazem parte da nossa natureza caída.

No segundo momento já são as ações. Nem todas elas eu cometi, mas algumas sim. São coisas que ocorrem justamente quando nos deixamos ser levados pela correnteza. Quando dizemos literalmente "Dane-se! Que o mundo se exploda!". E isso também pode acontecer com qualquer pessoa, e quando menos se espera. Isso porque, como dito antes, nossa mente maquina e pensamentos ruins podem tomar forma. Ninguém se droga do nada. Ninguém trai a mulher do nada. Isso acontece sempre de caso pensado. Talvez não um plano minuciosamente traçado, mas podemos sim dar lugar a pensamentos que se juntam sozinhos. E no fim a gente acaba por experimentar. Ações conduzidas por desejos ocultos, mas vivos e bem alimentados.

O último momento da música já trata da consciência de uma natureza caída. De um corpo corrupto onde realmente somos fracos por que somos humanos. Por que precisamos desesperadamente da natureza divina nas nossas vidas. No final é possível que você não tenha entendido. Fala-se "Eu sei qual a resposta. Morrer é a solução". Não morte literal, onde tira-se a vida terrena. Trata-se de uma morte de vontade. De desejos. De matar essa natureza ordinária. Essa criatura que habita em nós e se delicia de imundícies. "Morrer pra mim". Trata-se de matar o ego. De matar nossos sonhos. De largar tudo aquilo que desejamos e queremos pra nós, e substituir pelo que Deus quer para nós. Ele sim sabe o melhor para as nossas vidas. Mas essa parte eu escrevo na próxima música que postar.

(cont...)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dinheiro e compulsão

Sabem, eu tenho um pequeno problema com dinheiro. Eu gosto de gastá-lo. Quando tenho e quando não tenho. E esse é um problema muito grande. Não que eu adore acabar com os estoque de lojas de roupas, ou com o de uma sorveteria, mas eu gosto de gastar. E isso é ainda mais chato quando não tenho dinheiro.

Eu não quero ser uma pessoa rica entendem? Nada da ostentação de grandes quantias. Nem ter uma casa grande e um carrão. Só quero poder ter dinheiro quando eu quiser. Sabem não? Deu vontade de comprar um sorvete, ir lá e comprar. Querer um livro e ir na net encomendar. Roupas novas... corte de cabelo... coisas do tipo. Como se aparecesse no meu bolso assim do nada.

Isso me lembra que de vez enquando eu penso como seria bom ter um gênio da lâmpada. Culpa de um livro de contos de fadas que li a muito tempo, quando meu irmão Ronald - ele tem 13 e eu 23 anos - era um bebê. Entre as muitas histórias havia Aladim no meio. Por aí vocês concerteza conseguem entender. A possibilidade de ter a quem, ou a o que, recorrer quando precisar de alguma quantia é muito boa. Esfregar um anel ou uma lâmpada mágica e "PUF"! Está lá. É verdade que é muito fácil mesmo. E a vida não é pra ser fácil. É pra ser vivida.

E ganhar dinheiro só metendo a mão no bolso magicamente não nos ajuda a dar real valor a ele. E isso é sempre importante. Se você não liga pro dinheiro que tem é porque não trabalhou pra ganhá-lo. E o trabalho dignifica o homem. Faz parte de se ter uma vida bem vivida. Ah mas eu realmente gostaria de um sorvete agora. Infelizmente eu sei que isso é só por gula mesmo. É porque eu tenho dinheiro e quero sentir o gosto de gastá-lo. Tem a ver com poder.

É isso sabem. Gastar, pra mim, tem um gosto de poder. Poder fazer. Poder realizar. Eu quero então eu vou e compro. Um aspecto bem humano não? Eu tenho disso às vezes. Acho que não seria um bom ditador, ou super-herói. Tenho um quê de vaidade muito grande. E ainda tem essa gula. Ai ai.

Vamos orar né? Controlar o instinto. Creio que o maior inimigo que podemos vencer é nós mesmos. Nem sempre fazer a própria vontade é o certo. Na verdade poucas vezes é. Quem diria Saul ou Sansão. Exemplos bíblicos de homens que se deixaram levar pelos próprios desejos e perderam todas as coisas maravilhosas que Deus tinha pra eles. É pessoal. A luta interna é a maior e mais intensa. Sempre.


Falows ;)

domingo, 24 de agosto de 2008

Simplesmente amor...

Vi esse filme hoje (madrugada de sábado pra domingo) e fiquei com vontade de escrever. Bom, o filme é muito bom. Me tocou bastante. As cores, a fotografia, as luzes, a forma dos atores falar, o clima britânico, foram coisas que me deixaram desse jeito. Pensando simplesmente em amor. Em amar e ser feliz.

Assim, se você vem a esse blog a algum tempo - é possível que depois desse comentário dê vontade de você visitar textos antigos daqui, ou talvez não - sabe que eu escrevo muito sobre isso. Sobre ter um amor, sobre perder o amor, sobre buscar o amor, sobre amor aqui e amor lá. Tem horas que parece muito melancólico isso aqui. Mas a bem da verdade é que eu sou um romântico meio melancólico. Isso não deve atenuar a veracidade dos meus textos tristes sobre romances, mas pelo menos estou sendo sincero.

E por que estou sendo sincero sobre minha melancolidade romântica?

"Melancolidade" não existe, certo?
Por que é a verdade e esse é o meu espaço de ser sincero, então conforme-se.

Sabem, eu sei que não vou ser feliz por encontrar a pessoa certa pra mim. Nem serei feliz por encontrar uma garota legal que vai me fazer muito bem pelo tempo que nosso namoro durar. Eu sei que não é assim. Mas eu sinto falta sabem. Sei que Deus tem o melhor pra mim, e eu confio muito mesmo nisso, mas ainda assim bate uma certa tristeza às vezes.

(Sorriso melancólico) Filme idiota que eu fui ver ein?! =)

Po Deus, eu estou aqui. Confio em Ti, e não quero nada além da tua vontade na minha vida. Me conforta ok?


E a vocês que ainda passam aqui, um beijo e um abraço. Obrigado por fazerem parte da minha vida. Vocês não são obrigados. ;)

sábado, 23 de agosto de 2008

A perda da minha história

Aconteceu a alguns dias. Por motivos de falta de espaço tive que guardar minha memória em outro lugar. Com outra pessoa. Toda minha história foi confiada a outra pessoa que não era eu. Ou seja, um ato de muita confiança. Não só nessa pessoa como a simples confiança de que tudo ia dar certo no final. Que eu não precisava me preocupar. Que era algo normal e até certo ponto rotineiro. Sem problemas. Acabei deixando minha memória por lá mais tempo que deveria. Descaso talvez. Preguiça possivelmente.

Mas senti falta das minhas lembranças. De tudo o que representavam pra mim. Queria tê-las de volta e sentir novamente tudo o que já tinha sentido. Resolvi falar com minha guardiã para reaver o que era meu. Mas tragicamente era impossível. Um incêndio tinha destruído tudo o que era realmente importante pra mim. Minha vida se tornou cinzas. Nunca mais eu lembraria quem fui. Uma parte de mim morreu.

Explicando.

Perdi todos os meus textos em Word e Notepad que tinha deixado com uma amiga. Deixei meu backup no pc dela mas acabou pegando vírus. Ela formatou e tudo o que eu já tinha escrevido, desde que ganhei meu primeiro computador, perdi. Não preciso explicar que fiquei amortecido com a notícia. Como se estivesse dopado. Depois uma onda de tristeza me atingiu. Preciso explicar? Acho que sim.

Acontece que é a minha história. Toda ela. Tudo o que eu fui e onde estou era explicado ali. Tinham textos meus, de amigos, poesias, poemas, entrevistas, declarações de amor, cifras, letras de músicas, letras de músicas minhas, piadas, pensamentos, divagações, idéias, tudo. TUDO! Tudo mesmo. Uma tristeza gigantesca me afligiu e eu comecei a chorar pensando em tudo o que perdi. Minha história. Minha vida.

Aos poucos fui me recompondo. Uma amiga disse "você escreve de novo, e melhor". Isso me causou uma ira violenta. Me controlei pra não perder a compostura com ela. A bloqueei no messenger e pensei o que poderia fazer por mim. Textos novos? Melhores? A questão não era essa. É como dizer "Ah, perdemos a declaração da independência mas vamos fazer uma melhor em A4.". Ou então "Os primeiros mapas de cartografia da história foram destruídos, mas sem problemas. Tá tudo aqui na memória". Mas que consolo estúpido esse não? Minha história é minha história. Não que eu não possa fazer outra, mas o que passou passou e não vai passar mais. Havia sentimento naqueles textos. Vírgulas, pontos, margens que eu possa esquecer vão mudar todo o contexto. E só o fato de escrever tudo de novo já é uma coisa sem sentido. É impossível se fazer uma coisa dessas. Ela não entende?

Não, ela não entende. Talvez você entenda. Minha vida é minha vida. Meus textos fazem parte dela. Minhas fotos, minhas músicas, meus vídeos (muitos que perdi nesse backup também). Tudo o que tenho nesse computador, nas caixas no meu armário, em cadernos antigos, em cds guardados, tudo faz parte da minha história. É como se eu perdesse um dedo e me dissessem "ei po, tu ainda tem 19". Não não, acho que a falta é ainda maior.

Bom, eu consegui achar um backup mais antigo do que esse onde alguns dos meus textos estavam guardados. Não os mais importantes, (esse meu último ano foi o mais importante da minha vida até esse momento) mas pelo menos tinham alguns. Estou aqui aceitando aos poucos que a vida é essa mesma. O lance é não largar mais o que é meu. Não que eu ache que foi culpa dessa amiga que pegou o vírus. Claro que não. Mas eu não posso mais confiar nas circunstâncias desse jeito. Tenho que guardar o que é meu comigo.

Dá pra ver que ainda não está sendo fácil pra mim não? Espero que nunca dê uma pane no meu blog, pois ficaria do mesmo jeito se descobrisse que todos os meus textos aqui sumiram.

domingo, 10 de agosto de 2008

Blogs e coisas a falar

São exatamente 02:44 desse domingo Dia dos Pais e estou na net lendo blogs e escrevendo no meu. É gostoso como eu realmente aprecio ler bons blogs e escrever. Infelizmente eu não escrevo assim tão bem, mas pelo menos eu não tenho me prendido a isso, e, creio que seja o melhor. Bom falar do que me chama a atenção nesse mundo onde tantos focos aparecem em tantos lugares. O mundo pode ser comparado como um "planeta Las Vegas", onde sempre tem alguma interessante coisa acontecendo em algum lugar.

Acho que a comparação não foi das melhores.

O caso é que, nessas surfadas pela net, me deparei com dois blogs que muito me agradaram a leitura e me fizeram pensar muito em mim e no que eu quero pro meu blog e pra minha profissão. Subir alguns patamares em termos de seriedade e ganhar a vida como jornalista, mesmo que nem sempre as palavras "seriedade" e "jornalista" estejam intimamente ligadas com "ganhar a vida". A estrada é bem comprida, com curvas e manchas de óleo dos que estão à frente.

Mas eu quero mesmo é comentar dos blogs e de como foi importante lê-los. O primeiro foi o blog do jornalista Zeca Camargo do Fantástico - o show da vida, nosso programa de todos os domingos.


Seu post foi sobre sua recente viagem à Alemanha e suas descobertas sobre a cidade. Achei realmente muito interessante como ele conhece sobre a cidade e sobre música e literatura alemã, mesmo que peça para os leitores lhe darem boas dicas de ambos na falta de recomendações próprias.

Mais tarde ele comenta sobre seu trabalho em uma galeria de arte nos anos 80 - o cara é velho ein - e seu encontro com a artista Hella Santorossa, que mais tarde lhe apresentaria uma Berlim que o traria muitas saudades.

Lendo sobre esse post só pude me imaginar como um jornalista fazendo uma matéria em outro país e escrevendo meu blog para um site. Me imaginei tendo essas experiências e crescendo com cada uma delas. Confesso que tive uma pitada de inveja por minha última alegria ter sido a compra de um roteador que me permite acessar a internet do meu notebook, deitado na minha cama, no ar-condicionado - lembre-se, aqui é Manaus. Conseguimos frio com 28 graus celsius, mas dificilmente tem feito menos que 32 - às 03 da manhã. O tempo voa quando estamos nos divertindo mesmo. É importante ressaltar, também, que eu nunca viajei mais longe que 180 km de carro da minha cidade. Estar em outro país me enche de inveja realmente.

Mas lendo o post do Zeca também me senti muito capaz. Não de viajar, mas de ser um jornalista reconhecido pelo meu talento e esforço. Sei que sou muito capaz, e anseio (e trabalho) por essas oportunidades.

Outro blog que tive a chance de ler foi o Instante Posterior do ex-integrante da banda Los Hermanos, Bruno Medina.

Nesse blog pude sentir a linguagem leve e bem escrita de Bruno e mais uma vez fui atingido pelo lance da capacidade. Seu último post tratava da abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim, na China, e fazia uma comparação do espetáculo chinês com a produção de uma escola de samba no Carnaval. Achei um texto muito gostoso de ser lido e realmente "me passei".

O post seguinte já tratava de um dos últimos registros em vídeo da banda Los Hermanos gravado na Fundição Progresso, Rio de Janeiro. Esse texto já me arremeteu à minha própria banda e aos momentos que não temos mais - visto que está parada a uns bons 4 meses - mas que podem ressurgir. Foi também muito bom ler sobre isso.

Enfim, não foi nada maravilhoso pra ser registrado no blog, mas, como esse espaço é meu, e eu faço o que quero nele, só posso dizer que foi um prazer escrever mais uma vez um post grande. ;)

Aos amigos aquele abraço e um aviso. Persigam seus sonhos com muito esforço e dedicação. A simples busca pela concretização deles não é o forte indício de que poderão se tornar reais. Mas a fórmula de tentativa e erro chega a algum lugar.

p.s. esse post terminou de ser escrito às 03:28 de domingo, 10 de Agosto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Quem espera... sempre sai destruindo tudo de raiva!

Sabe, se tem uma coisa que eu odeio demais mesmo é esperar. ODEIO ESPERAR! Parece ser uma sacanagem que a pessoa apronta pra você de propósito. Algo pra te deixar de saco cheio pra depois... depois... sinceramente eu não sei porque isso.

Morte na família? Trânsito? Acabou a gasosa? Acabou o dinheiro? Foi chamado pra festa de aniversário daquela prima chata e acabou tendo do que ir? Teve que ficar em casa com a sua irmã pequena enquanto toda a sua família vai no aniversário daquela prima chata, menos você, que, bateu o pé e disse que se não fosse pro cinema você não sairia de casa?

QUERO SABER NÃO!!!! DEVERIA TER AVISADOOOOO!!!!!!!!!

As pessoas não avisam! Vão se atrasar? Vão faltar? O que custa? A bateria do celular? Os créditos? Suas horas na net pra mandar um recado? A disposição de um pombo postal que você cria desde filhote e que é a única esperança da humanidade? FAÇA-ME O FAVOR!!!! ISSO NÃO EXISTE NÃO!

Caramba mas isso é um lixo! Odeio ficar esperando. Odeio sentar aqui e saber que a droga da criatura não vai vir. Saber que estão me fazendo de palhaço, e que mais tarde ele vai entrar na net e me dizer "Po cara foi mal".

FOI MAL MESMO! FOI PÉSSIMO! ODEIO QUE ME FAÇAM DE OTÁRIO!

Com a fome que estou agora nem teria vindo ao cinema se soubesse (ou me deixasse lembrar) que esse cara sempre falta. Sério, eu teria ficado em casa.

CARAMBA! MAS QUE SACO!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Idéias pra vc roubar e ficar rico

Amanhã (essa segunda-feira) estou indo numa sorveteria com algumas amigas e lembrei de algumas idéias muito boas pra vc ficar rico. Digo vc pq eu não estou afim de levar isso pra frente, mas se vc quiser aí vão duas que me lembrei agora.

A primeira nem dá pra ficar rico. É mais um pedido pela minha pessoa mesmo. Acontece que toda vez que tomo sorvete (e isso deve acontecer com vc tbm) me dá sede. Nossa, é uma tristeza. Sempre dá muita sede. Porque eles não dão um copinho de água pro cliente? Vc ainda tem que comprar? Isso tira um pouco da alegria do sorvete concerteza. Claro que vender a água dá mais dinheiro, mas o copo grátis deixaria a pessoa mais à vontade pra passar mais tempo na sorveteria e até comprar mais sorvete não? Uma amiga minha disse que fazem isso em Boa Vista, mas aqui em Manaus nem. Espero que na sua cidade façam isso. É uma boa.

A segunda idéia me apareceu de repente. Nem pesquisei pra saber se existe. Papel fotográfico adesivo! Nossa, isso ia ajudar bastante na hora de colar as fotos no álbum ou em um painel. Não seria realmente boa? E o mundo não estaria melhor? E de repente até... pera lá... acabei de fazer uma pesquisa no Google. Essa idéia já tiveram e já estão ganhando muito dinheiro com ela. Bom... valeu comentar.

Eu acho.

;) Falows

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mallu Magalhães no Prêmio Multishow

Simplesmente adoro essa garota. Uma pena eu ter perdido a apresentação dela quando vi o Prêmio Multishow ao vivo. E ainda perdi as reprises também. Mas eis que o Youtube vem nos salvar. O Youtube é demais.

E essa apresentação de Música Urbana? Eu me passei muito. Essa garota é muito talento. O tempo passa e ela continua sendo maravilhosa no seu jeito de apresentar e principalmente o seu jeito como pessoa. Eu me amarro nessas atitudes estranhas dela como no final dessa apresentação onde diz "brigada" e vai embora como se aquele não fosse mais lugar pra ela. Há quem diga que seja a idade ou a fama repentina que ainda não lhe subiu a cabeça. Eu prefiro pensar que ela é um ser humano incrível e há poucos por aí. ;)

Falows Mallu e falows pessoal.

domingo, 6 de julho de 2008

No Funil

Sentado... olhando o nada... pensando em nada... sonhando com nada... sinto como se minha vida fosse um completo nada. Numa vida de altos e baixos agora sinto que o carrinho caiu.

Estou triste. Meu domingo não foi dos melhores. Pensei em um projeto. Um bom projeto. Algo que eu me sentiria muito bem fazendo e conseguiria um bom dinheiro fazendo o que eu me sentiria bem. Mas aí comecei a pensar em como fazer. Em como realizar. Quais os problemas e as dificuldades. De repente me veio à mente que eu não saberia fazer. Que erraria como sempre. Que seria mais um projeto idiota que nunca sairia da minha cabeça, e que sempre q eu comentasse com alguém sobre ele o projeto soaria mais e mais ridículo. Uma coisa infantil que alguém que me conhece nunca levaria a sério somente por eu estar dizendo que quero fazer. Saber que a garota que eu estava começando a ficar interessado começou a namorar não me fez bem. Não contribuiu em nada pra eu me sentir melhor.

Me sinto rodando num grande funil. Rodando e rodando. Lentamente. Estico o braço pra me segurar e subir, mas continuo girando. Girando e girando. Lá no fundo um grande buraco. Um grande vazio. Um nada. É como eu deslumbro o meu futuro. Um grande nada.

Estou muito decepcionado comigo mesmo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A busca épica pela segunda metade

Tenho pensado bastante no quão é fácil desistir de esperar. Desistir de querer a pessoa certa. Eu ainda penso que existe a pessoa certa sim. Mas isso cansa. Na verdade já cansou. Eu não quero mais esperar ninguém, mas ao mesmo tempo sei que vale a pena. Sei que tenho que esperar e ficar na minha.
Ficar na minha. É o que mais dizem. Principalmente quem é feliz e tem a sua amada ou o seu amado. Ficar na minha. Sou só eu que posso dizer seguramente que "ficar na minha" não é a coisa mais fácil do mundo? Claro que a vida é bem mais do que namorar e casar com uma pessoa maravilhosa. Mas acontece que faz falta ter alguém com quem compartilhar a vida. Amigos são amigos. Sinto falta Deus.

(continua...)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A realidade que vem depois não é aquela que planejei


Por isso hoje
estou tão triste.
Porque querer está tão longe de poder.
E quem eu quero está tão longe,
longe de mim.

Longe de mim!
Longe de mim!!
Longe de mim!!!

LONGE DE MIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dia 12

Dia dos namorados. Acordei 10:00. Chuva. Dia dos namorados chuvosos. Pense, enquanto escovava os dentes, no quanto esse quadro é romântico. Claro... não me parece que dê pra sair e passear, mas dá pra ficarem os dois abraçados. E abraços são muito bons. Dia dos namorados com chuva.

É bem certo que eu não tenho namorada, então tanto faz se chove ou não chove. Mas ainda assim gosto de pensar no assunto. Até ontem eu tinha a idéia fixa de sair e caçar patos por aí nesse dia. Sei lá. Mirar num e POW! Claro, numa linguagem figurativa. Acontece que agora eu me acordo nesse meio frio (até onde pode ser frio em Manaus) e as coisas mudam de figura.

Sou um romântico irrecuperável. Creio que seja isso. O pior é que chego na data e não posso nem sair pra pensar em outra coisa. Estou sem dinheiro agora, e mais tarde já será mais tarde. Ficar em casa vendo DVD sozinho? Isso sim é deprimente.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SURPRESA!!! PARABÊNS PRA VOCÊ!!!!!

Hoje fui em um aniversário supresa. Foi uma coisa bem legal. Passei a tarde com o meu colega e a namorada dele enrolando no shopping até dar a hora da surpresa mesmo. É um grande amigo meu então não foi nenhum estorvo. A namorada dele havia pedido a minha ajuda pra embromar o cara. É, ela tava organizando toda a festa. Achei algo muito bonito. Como eu não iria me dispor a ajudar? Adoro aniversários surpresa.

O problema é que eu mesmo nunca tive um. E, na verdade, isso me incomoda bastante. Sabem, eu adoraria ter alguma coisa assim. Poder ter alguém que se importasse em fazer algo assim. Que demonstrasse seu amor dessa maneira. Que chamasse meus amigos e minha família. Que tivesse todo esse trabalho por mim. Meio egoísta parece? Não sei ao certo. Sei que eu gostaria bastante. Sei lá. Mostrar que se importa. Adoraria uma pessoa que se importasse em demonstrar que me ama. Talvez isso seja efeito do dia dos namorados que está chegando. Ou coisa do gênero.

Chato isso. Mas enfim, o aniversário foi muito legal. Meu amigo ficou mesmo muito surpreso. Gostei disso. Pude demonstrar um pouco do que sinto por ele. Foi legal. Um dia terei minha festa. Espero realmente. É como um sonho de criança. Ok que eu não sou mais criança, mas ainda é um sonho. Vou deixar que ele se realize sozinho. Ficar tocando no assunto o tempo todo não vai ajudar em nada.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O que dizer?

Sabem, parar e não saber o que escrever é um grande problema. Não saber o que dizer. Como começar um texto. Como começar uma conversa. É como se não houvesse o que ser dito. O que ser mencionado. Mas tem tanta coisa a ser revelada. Tantos pensamentos presos como ratos nessa armadilha que eu chamo de mente. Tanta coisa. E eu não consigo botar pra fora.

Fico pensando se dou passos pra trás em não dizer nada. Em aguentar tudo sozinho. O ser humano deve evoluir. Se tornar mais forte. Pra tanto "certas coisas devem ser comentadas". Discutidas. E eu na minha. Blog parado. Sempre digo que vou escrever e acabo não dizendo nada. Não sei. Talvez seja inspiração. Uma hora ela vai voltar.

sábado, 24 de maio de 2008

Par perfeito

Eu quero alguém pra conversar sobre filmes;
alguém pra ver filmes;
alguém pra conversar sobre livros;
sobre fotos,
e tirar algumas tbm.

Conversar sobre o Super-Homem;
sobre a evolução do Capitão-América;
sobre o Homem-Aranha;
sobre mitologia;
sobre animes.

Alguém pra ouvir música junto dividindo o fone,
ou somente jogados no sofá com ela saindo do som da sala.

Alguém pra jogar video-game.

Quero alguém pra ver seriados americanos;
alguém com qm conversar sobre as aulas;
sobre matemática, física e química.

Quero alguém com quem ter química;
e passar horas no telefone.

Alguém pra navegar na net;
fazer filmes pro youtube;
postar no fotolog;
pra criar o "quem sou eu" do Orkut;
alguém pra ter uma pasta só sua no meu álbum de fotos;
pra passar minutos que pareçam horas no messenger;
e horas que pareçam minutos.

Quero alguém com quem bater perna por aí;
andar no centro num sábado de manhã;
alguém pra ir no Largo;
no Teatro Amazonas;
no Bosque da Ciência;
andar a Djalma Batista no fim da tarde;
ir no Parque dos Bilhares;
na Arqueólogo (um Sebo);
no Porto;
na Ponta Negra;
no encontro das águas.

Alguém pra pegar em casa;
conhecer a família;
almoçar no domingo;
pegar na saída da aula;
ou que me espere ao final da minha;
alguém que se dê bem com os meus amigos,
e eu com os dela.

Quero alguém pra ir no cinema e não lembrar direito do filme,
mas tempos depois alugar e ver sentados juntos no sofá.

Quero alguém com quem olhar pro céu e sorrir;
rir de coisas bestas;
conversar sobre outras;
sobre mim;
sobre ela;
sobre nós;
sobre vós;
sobre coisas importantes;
sobre Deus;
sobre tudo.

Preciso de alguém com quem desabafar;
e chorar;
e ouvir;
e doar;
alguém com quem orar;
alguém de suporte;
alguém pra eu apoiar;
alguém pra me mostrar que Deus tem muito mais pra todos nós.

Quero alguém que me ajude a sonhar,
e a acreditar.
Que me entenda e que eu entenda.
Alguém pra me fazer cócegas e eu rir;
alguém com quem dançar;
e banguear.
Alguém pra contar piada sem graça;
pra passar por momentos engraçados;
alguém que me ajude a crescer;
e que eu ajude a crescer;
alguém com quem eu brigue;
mas que me aceite de volta,
por que essas coisas acontecem mesmo
e eu estou lutando pra ser melhor.

Alguém pra fazer todas essas coisas terem um sentido muito maior do que todo o resto.


Quero alguém pra pensar no futuro,
e que me ajude a fazê-lo acontecer.




Mas sem arrependimentos falsos,
ou fazer cara de coitado.
Eu digo que não mereço.

Essa pessoa eu já perdi.




(e o cursor fica piscando depois do ponto final)

domingo, 4 de maio de 2008

De hoje em diante

Estou querendo voltar. Estou precisando voltar. Minha vida era bem melhor quando eu estava por aqui.

Eu me sentia mais leve. Sentia mais calma. Sentia mais paz.

Não me sentia tão sujo. Nem tão pouco tão estúpido. Eu me sentia bem mesmo.

Estou precisando voltar ao que eu sei fazer de verdade, e deixar de lado o que eu me forço a fazer. Não é natural. Nunca foi. Eu me forcei, e me acostumei. Preciso voltar a ser quem eu sou de verdade.

Somos quem podemos ser? Claro que sim. Mas eu prefiro ser quem eu nasci pra ser.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Incompleto

Ele estava triste. Profundamente triste. Sentia seu espírito despedaçado e seu coração esquartejado. Era difícil compreender como tudo ocorrera. Na verdade até sabia o "como". Não entendia na verdade o "por quê". Na verdade não entendia o porque dele ter feito o que fez. Como era possível que ele a tinha perdido? A oportunidade da sua vida. Perdeu o céu de uma vez só. Perdeu a única pessoa que já amou. Agora tudo tinha acabado.

Nunca acreditou totalmente naqueles contos românticos onde o autor do texto se destruía totalmente por um amor inalcançável. Nem tampouco em como as pessoas conseguiam sentir no coração dores que vinham totalmente do cérebro "apaixonado". Totalmente irreal, totalmente ilógico. O amor nada mais é que impulsos nervosos e movimento de enzimas pelo sangue. Nada muito "Titanic" ou "Um amor pra recordar". Estava tudo na sua cabeça.

É. Estava tudo na sua cabeça. Tudo. Todas as dores e lembranças. Dores e lembranças que martelavam dia e noite na sua cabeça e, diferente das suas suposições lógicas, acabavam com o seu coração. Ilógico ou não, o fato é que o coração dele dóia muito. Doía uma dor que ele não podia fazer passar com um dos seus placebos para pacientes malucos. Dóia como se rasgasse cada músculo e o fizesse cuspir no vaso sanitário. Doía como se sua vida se esvaísse. Doía até pela vergonha de nunca ter achado essa dor possível. A dor de um coração partido. Pior ainda, ele mesmo o despedaçou.

domingo, 25 de novembro de 2007

Eu não sou tão bom assim

Eduardo acordou e ficou realmente feliz de estar acordado. Como a vida era ínfima e frágil. Era tão bom acordar para mais um dia. Esse pensamento veio incrívelmente rápido à sua mente. Interessante como os pensamentos tem essa habilidade de serem incrívelmente rápidos. Poucos se dão ao luxo de correrem a marcha olímpica dentro de um cérebro humano normal. Normalmente eles são desesperados para tomar nossa mente. E assim como o primeiro pensamento de Eduardo veio galopante, o segundo veio a jato. "Hoje você vai trabalhar cara..."

Putz isso realmente deixou Eduardo murcho. Era algo comparado a um balão sendo cheio ao inverso. Chega até a ser bem triste isso. Eduardo encheu pra dentro. Consternado ele foi em direção aos fundos da casa pegar sua toalha e de lá partiu em direção ao banho. Ainda se sentia demasiadamente murcho quando lembrou que tinha hora pra chegar no trabalho e não tinha sequer o direito de ficar consternado. Lavou as "partes" com extrema velocidade (deve-se salientar nesse momento que, para um homem de 20 e tantos anos, "lavar as partes" é o mesmo que passar a mão ensaboada debaixo do chuveiro na "parte" que mereça a devida limpeza. Isso numa velocidade que chega a 3 segundos em casos extremamente demorados.), a cabeça (porque se não ele não acorda de verdade) e saiu do box correndo "no sapatinho"pra não escorregar e perder mais tempo ainda. Mais um dia estava começando

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

De mim pra você

Foi ótimo. Maravilhoso. Perfeito.
Foi tão bom ter você perto de mim.
Não havia mais nada no mundo além de nós.

Nós juntos. Aninhados. Sorrindo.
Um momento que não deveria ter fim.
Quem dera o tempo passasse e nos deixasse a sós.

Ali não importava o antes e o depois.
Não importava o ontem e o amanhã
Ali só importava nós dois.
Um irmão, e uma irmã.

Irmã linda que me conquistou com um olhar
Com um sorriso e um jeito de menina
A mulher que Deus me deu para amar
Aquela que salvaria minha vida

E passo orando todos os dias
Pela pessoa que a cada dia mais significa
Lembrando nossas alegrias
E pedindo: Deus, não esquece da minha querida.

Lancelot

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Meu avô

Vi no blog da minha amiga Rapha um relato muito bonito sobre o que ela tinha aprendido com sua amada avó e me senti na obrigação de relatar o que aprendi com o meu. Não são muitas coisas a contar, mas espero, com esse relato, eu mesmo entender quem foi esse homem e o que ele realmente significou na minha vida.


Sandoval Guimarães Loureiro - pai de Sandoval Jorge Guimarães Loureiro - pai de Robson Jorge Oliveira Loureiro - pai de (acho que meu filho não vai ter o "Jorge". Não sei. Estou pensando nisso ainda.). Pra início de conversa esse era o meu avô no início do início do que posso me lembrar dele. O pai do meu pai. Qualquer outra lembrança sobre quem ele era acabou se suprimindo em gritos, bebidas, tapas, humilhações e terror. Creio que dos meus 4 aos 12, ou 13 anos, era assim que eu poderia classificar a casa do meu avô em uma prateleira de locadora. Terror.


Claro que isso nem sempre. Quando se embalava na "cadeira de macarrão" da sala assistindo tv, quando estava dormindo, quando ia almoçar ou só andar por aí ele até poderia ser considerado um avô. Não dos mais amorosos, mas um avô. Infelizmente a probabilidade dele sair de casa e não voltar bêbado era quase nula. Eu e meu irmão nos divertíamos muito quando meu avô saia, mas sempre com um temor no coração de quando ele voltasse. E ele sempre voltava.


Desde o começo da rua podíamos ouvi-lo gritando palavrões e vê-lo cambaleando pela calçada. Minha mãe diz que ele tinha tido um derrame a muitos anos atrás e por isso andava assim. (Íncrível como minha mãe sabe mais da vida do meu avô do que o próprio filho dele. Ou talvez meu pai só não goste mesmo de lembrar). O fato é que essa era uma hora de horror em mim. Não sei por que ele implicava mais comigo. A coisa da qual eu mais me arrependia era de não prestar atenção e ser pego de surpresa brincando no chão da sala quando ele aparecia de repente na porta gritando e tentando puxar meu pé e tacando o cinto de couro nas minhas costas. Eu saia correndo desesperado pro segundo andar da casa onde ele não conseguia subir graças ao derrame (bendito derrame que quase levou a vida dele e muitas vezes salvou a minha). E durante a tarde toda ouvíamos os gritos e xingamentos dele pra nós, nossas tias e minha avó. Humilhante. Triste. Dramático. Meu avô foi o maior vilão da minha infância.

Poucas coisas eu posso dizer que sei dele. Mas pelo menos posso dizer alguma coisa.


Sei que ele era órfão (novamente pelos relatos de minha materna) e acabou sendo adotado por um homem que o registrou com o tão consagrado "Loureiro". Nome esse que tenho orgulho de ostentar não pelo meu maior inimigo, mas sim pelo meu maior herói. Meu pai. O homem com o qual sempre gostei de aprender.

Sei que um dia ele havia sido um radialista até famoso que ganhou muito dinheiro e gastou tudo em bebidas e mulheres. Isso com ele já casado. Aparentemente depois do derrame sua carreira chegou ao fim. Aparentemente toda sua vida acabou assim também.

Sei que vivia bêbado pelos bares e esquinas da Sete de Setembro e meu pai, sendo o mais velho, desde a adolescência já precisava tomar conta da família. Eu tenho oito tios ok? Muita gente pra um menino de 16 anos cuidar.


Sei que meu avô foi quem deu os genes do “economismo” pro meu pai. Talvez do cúmulo da avareza. Minha mãe conta que um dia ele ia fazer ovo frito e deixou cair o bendito no chão graças a pouca força no braço esquerdo atingido pelo derrame. Sem reclamar ou pestanejar pegou uma pá de lixo, juntou o ovo, fritou e comeu com farinha. Assim eu vejo do que nosso sangue economista é capaz.

Sei que meu avô tinha tido uma juventude boa pelas músicas que tentava cantar ouvindo pelo rádio quando estava bêbado. Claramente ele buscava aquela alegria que ele mesmo enterrou de baixo da cachaça e da cerveja. Afogada no álcool de uma alma destruída que tentava destruir a todo o resto. Talvez ele fosse como um alguém que tenta sair de um buraco de lama. Até mesmo suas tentativas de liberdade acabam por afundar mais quem o ajuda. Meu avô não tinha mais futuro a muitos passados atrás.

Sei que ele até que amava seus filhos e pode-se dizer que até sentia falta deles. Isso pelos gritos e insultos dados a alguns e beijos e abraços a outros. No fundo creio que ele amava a todo mundo mesmo que não conseguisse demonstrar. Pelo menos é a única coisa boa que consigo pensar dele e não quero perder essa ilusória constatação. Ainda gosto de pensar que meu avô também foi um ser humano, mesmo que muito atormentado por fantasmas próprios que o amarravam a correntes grossas e a grandes bolas de metal.



Lembro de estar jogando vídeo game com o meu irmão em casa quando o telefone tocou. Como estava na vez dele eu fui atender. Era minha tia perguntando pelo meu pai (que não estava) e pedindo pra avisar a ele da morte do meu avô. Eu disse que tudo bem e desliguei. Contei ao meu irmão o que tinha acontecido e ficamos longos 30 segundo em silêncio. Depois disse que era a minha vez no jogo e voltamos ao que estávamos fazendo.

Meu avô morreu deitado na cama, por insuficiência respiratória. Sozinho. Minha tia, a que tinha ficado com ele naquele dia, havia saído pra comprar pão, eu acho, e minha avó estava visitando outros parentes. Assim ninguém estava com ele nos últimos segundos. Ninguém pra dizer "ele parecia em paz quando morreu". Particularmente acho que ele agonizou e realmente teve muito medo. Um medo que tinha muito medo de ter. Isso não me alegra. Nem me entristece. Não me dá emoção alguma. Um vazio. Meu avô era meu maior vilão.

De herança dele fiquei com um relógio que posso não usar mas tenho um grande desejo de mantê-lo até a minha própria morte. Talvez porque no fundo eu me importe mesmo com valores familiares. Não sei se ele deixou o relógio de propósito pra mim ou se foi em um acordo familiar. Só sei que ele gostava mesmo do meu pai. Que tinha orgulho dele.


Meu avô não me ensinou nada além de lutar pela minha vida. A lutar pelo que quero e pelo que preciso. Meu avô me deu extinto de sobrevivência de uma maneira bem simples. Tentando me espancar e me tirar de debaixo da cama. Tentando quebrar a porta do banheiro quando eu estava usando, e arrancando meus cabelos com raiva. Talvez daí venha esse meu ódio por quem os puxa.

Talvez, na verdade, meu avô tenha me ensinado a maior das lições. Sobreviver a tudo e a todos. Até mesmo, a ele.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Amigo virtual? MORRA!!!!!!!!!

- oi amor td bm? saudades de vc
- oi minha querida. po tava com saudades tbm. por onde vc anda?
- ai tô só estudando/trabalhando/viajando. tenho nem tempo ó. mas sinto muita sua falta viu?
- po e eu. bora sair? peça/cinema/show/quebrar carros no centro/cuspir em velhinho e correr?
- ai nem vai dar. tenho q estudar/dormir/trabalhar/meter o dedo no nariz...
- pooo AÍ TU NUM TÁ COM SAUDADES NÉ CARAMBA!



Cansei de amizades virtuais. Caramba cansei mesmo. Demorou mas caiu a ficha. Amizade virtual é uma droga. Eu tenho 22 anos po. Quero ter um contato legal no messenger pra me chamar de bonito não. Quero essência! Quero olhar. Quero toque. Quero gente viva!!! Seria pedir muito? Porcaria de século 20

A internet veio pra aproximar as pessoas do próprio umbigo delas. A cada dia enfiamos mais e mais a cabeça. Tudo pra pensarmos em quem mais importa. Nós! E essas amizades de messenger/orkut/irc/icq/youtube/lastfm/bate papo erótico da uol só servem pra evidenciar isso. Procuramos nos sentir bem no mundo pra nos sentirmos bem conosco mesmos. Ah eu preciso disso não. Preciso de gente!

Eu quero usar a internet pra me aproximar de um amigo e dizer "po cara eu tô mal ó", "vem aqui em casa pra gente conversar!" "bora sair. tô precisando mesmo" e aí a tal da pessoa vai. Sabem, não é tão complicado assim. Basta ter boa vontade. Talvez um pouco a mais.

E garotas? Caramba essas são as piores amizades virtuais que se podem ter. Porque vc cria uma amizade legal pela net e pede pra conhecer e a mulher já pensa que quero enfiar a língua na garganta dela? "ai não po tenho q tirar a unha encravada do dedod a minha vó maluca lá no Eduardo Ribeiro". Leseira total.

Sem brincadeiras, o texto tá sem roteiro, sem grafia correta, pode até fugirem as idéias e as concordâncias estarem disformes, mas era tudo o que eu tinha a falar sobre isso. Cansei mesmo. Agora faço amizades com pessoas que tenham CPF, RG ou mesmo Registro de Nascimento. Nada mais de palavras de aceitação numa telinha de recados.

Quer ser meu amigo mesmo? Aparece droga.






Se ofendeu? Sinto muito olha, mas sou uma criança com ferrão. Brinco e brinco, mas picar eu sei e muito bem. E só faço isso se estiver mesmo mordido.

Aos que se dizem verdadeiros amigos está na hora de provar. Não se prova o amor? Estamos falando de internet ô cabeça. Aqui é terra sem lei

terça-feira, 12 de junho de 2007

Presentes do Cupido

A história se repete e voltamos à estaca zero. Mais uma vez tudo de novo. Tudo como sempre foi.

É certo que, no curso do tempo, tudo retorna ao local de origem. Nada se transforma a ponto de nunca mais ser o que já foi. Aquela música do Lulu estava bem errada.

Os professores de física a nível médio perguntariam "Em relação a quê é essa afirmação???". Em relação à vida, em relação à morte, e em relação a tudo o que realmente importa.

Relacionamentos? Sim, relacionamentos são importantes. Mas o "porque" das ervilhas serem verdes me parece mais. É, eu não tenho namorada não.

Pra falar bem a verdade esse começo de texto foi só pra chegar nesse ponto. Dia dos namorados. Mais um dentre tantos em que passarei só. Quer dizer… sem namorada. Só nunca! Ei! To falando de “ficar” não. Huhaehuaahuae!

Uma coisa que pensei esse ano foi no lance dos presentes. Po seria uma boa ganhar algum, mas, principalmente, seria ótimo dar um também. Aquela ânsia pelo presente certo. As dúvidas, os devaneios, os medos, as ansiedades, e, a conquista daquele sorriso maravilhoso diante da pequena (ou grande) lembrança material eterna (enquanto dure). Ô coisa boa.

Talvez eu lhe dê um livro. Quem sabe um DVD. Cd? Um pirata com “A nossa trilha”. Pulseira, anel e colar também entram no bolo. Agora eu to trabalhando, dá pra bancar. ^^

E como seria entregue? Da melhor forma possível! Só me restaria descobrir como seria.

No cinema seria até bem legal. No restaurante é coisa de velho. Habbis é economia demais. No Largo seria uma boa. Na igreja teria que ser numa ótima hora. Na casa dela, com uma serenata, seria ainda melhor.

Acontece que essa é a minha opinião. Será que ela compartilharia dela? Talvez desse um sorriso de compaixão pela minha alma e diria que tinha adorado. Quem sabe poderia agir ao contrário e dizer que tinha sido uma droga. Então eu cairia pelos flancos da montanha feminina, reforçando que é impossível entender uma mulher.

Ô doce insegurança.

(*)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Um dia...

Acordo e me levanto com calma. Não há pressa. O dia todo está nas minhas mãos. Eu coordeno meu tempo e sei muito bem o que fazer. Apesar de ter muita coisa pra fazer tudo vai ser feito da minha maneira. Com calma. Apreciando cada segundo.

Dou um apaixonado bom dia para minha esposa, óbviamente seguido de um beijo, e parto pra cozinha a fim de fazer nosso café da manhã. Sucos, bolo, café com leite, achocolatado, ovos e pães preparados. Com o cheiro meu filho mais velho logo acorda e vem deitar na mesa da cozinha. Todo dia ele faz isso. Como já sei o café dele já está pronto. Enquanto ele come vou atrás da minha pequena.

No seu quarto ela ainda finje que dorme. Toda graciosa ainda acredita que caio nessa. Eu disfarço bem. Rola aquelas brincadeiras matutinas. Ela é linda. Idêntica à mãe. Enquanto eu converso com ela minha esposa aparece na porta. Sempre o mesmo olhar, sempre o mesmo suspiro. Nossa família é linda.

Todos devidamente alimentados os levo cada um aos seus afazeres. Os filhos no colégio e a esposa no trabalho. De tarde ela vai buscar o carro na oficina. Enquanto isso tenho o dia todo pra trabalhar.

Meu escritório fica em casa. Uma porta, ao lado da escada, dá acesso ao meu pequeno mundo. Lá meu laptop, meus livros, minha câmera e meu violão me aguardam. Pego o celular e ligo para minha secretária a fim de descobrir se já estão todos a postos na redação. Mais tarde irei passar lá. Por enquanto vou começar a matéria da capa por aqui mesmo.




É assim que eu gostaria que fosse cada manhã da minha vida. Mas não sou eu que decido não é? Sem contar que muito sapo ainda vou engolir até ter metade disso. Só espero que seja esse o programa mesmo. Seria ótimo

sexta-feira, 9 de março de 2007

. . .

Esperar é complicado. Sinto uma enorme falta dela e ao mesmo tempo sei que devo ser paciente. Esperar que o mundo se resolva.

Tá, não é bem assim. Mas quero dizer que eu realmente não posso fazer nada. Só esperar em Deus mesmo. Acontece que agora sinto o que muitos já me disseram que sentiram: "esperar é difícil"

Não é esperar que a Mega Sena me dê os milhões necessários para organizar a minha vida. Não é esperar que a mãe dela me olhe com o amor que ela finge ter. Não é esperar que Deus em divindade apareça pra mim em sonho e me revele Sua vontade. É simples, e puramente, esperar. Esperar em Deus.

Senhor! Como isso é difícil!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Celular. A segunda pior invenção humana

SÃO PAULO - O telefone celular foi escolhido a segunda pior invenção humana em pesquisa realizada pela publicação Focus, da BBC.

INFO Online

O resto da reportagem diz que os organizadores da pesquisa se surpreenderam com os resultados. O celular só perdeu pras armas. Também né? Um celular não enfia uma cabeça no cérebro de alguém. Há de se entender.

Ah mas o celular é mesmo muito chato. Bom tem suas vantagens, claro, mas vejo que é só pra quem sabe usar mesmo. Os famosos "cabocões" é que dão a má fama pro aparelho.

Vai me dizer que você não acha ridículo pessoas gritando no celular em locais públicos? Ônibus, restaurantes, cinema, shopping, rua e outros ambientes são os preferidos. A famosa conversa de surdos. O que fala acha que o que escuta é tão surdo quanto o que escuta acha que o que fala é. Pegou a ideia? Lê de novo que você entende.

Há quem não goste de ser encontrado em todos os lugares. Eu ainda não passo por isso mas vejo pelo meu pai que a situação é muito incômoda mesmo. Fins de semana, aniversários de parentes, festas ocasionais, meio da noite, diarreia e outras. Cruel ó.

Dirigir falando ao celular é um problema realmente grave. Acidentes sempre acontecem por causa disso. Eu nunca pesquisei sobre o assunto mas me parece ser a segunda causa depois de dirigir alcoolizado. Um risco muito grande mesmo. Meu pai já teve um cargo onde o pessoal passava o dia todo procurando ele. Administrativo sabem? Ele cuidava das rotas de todas as linhas de ônibus daqui da cidade. Nossa mas eu ficava realmente nervoso quando ele estava dirigindo e o telefone tocava. Até parece que ele encostava o carro pra falar. E não só tentava dirigir com o celular no vão entre o ouvido e o ombro direito erguido, como ainda tentava conciliar com o rádio do outro lado em comunicação com outro ignorante pobre cúmplice de assassinato da minha pessoa. Uma lástima.

Eu concordo que há momentos em que o celular é uma invenção, mas segundo lugar é um pouco demais não? Outras invenções, como a televisão, usinas nucleares, fast-food e religião, mereciam estar mais à frente nas pesquisas.

Veja a lista das piores invenções, de acordo com a Focus:

Armas 35%

Telefone celular 17%

Usinas nucleares 9%

Televisão 9%

Sinclair C5 (um tipo de carro compacto) 9%

Automóveis 6%

Fast food 3%

Câmeras 3%

Religião 2%

A bem verdade é que esses são apenas produtos. O que faz um carro ou uma arma virarem objetos desprezíveis são as pessoas que estão por trás deles. Televisões estragam a mente de crianças cujos pais deixam o dia todo na frente do aparelho. Religiões foram criadas, por homens desejosos pelo poder, como focinheiras na idade média. Fast-food em excesso (hambúrgueres, refrigerantes, sorvetes...) afeta os hábitos de alimentação de qualquer criatura de Deus. Vejam o filme "Super Size Me" se ainda não tiveram a oportunidade.

Ou seja, não são as invenções que são ruins e sim os inventores. Aos que podem dizer que o homem seria a pior invenção de Deus, digo que o problema é sermos dotados datados de livre opção de escolha. Podemos escolher entre fazer coisas para o bem estar, ou para o mal. Uma galera tem escolhido a segunda opção.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Eu ainda sou um esboço do que serei

Com 20 anos eu ainda não tinha certeza do que fazer da vida. Não sabia ao certo porque queria fazer jornalismo, como o cinema poderia me ajudar a ser feliz, e como eu me desejava com 30 anos. Com 20 anos eu mal sabia o que realmente importava na vida. Claro, Deus em primeiro Lugar.

Acontece que eu nunca me preocupei realmente com isso. Lembro que, como uns 10% das crianças brasileiras (e isso tirando por alto), eu desejava ser astronauta. Mas na época Marcos Pontes ainda não tinha ido aonde nenhum tupiniquim havia estado antes então esqueci rápido a idéia de ver de perto o cosmos. Aparentemente a falta de ídolos me manteve longe do que eu poderia ter como sonho. E isso é um caso sério porque eu nunca tive um ídolo mesmo. Como cresci num lar cristão, onde minha mãe era muito tradicional, a palavra "ídolo" já causava um certo rebuliço no estômago da família. Talvez isso tenha criado um bloqueio na minha mente em relação ao conceito.

Lembro que, aos 10 anos de idade, pegava o controle remoto da tv e fingia que cantava as músicas que passavam no rádio. Só não abria a boca mesmo pra não estragar as músicas ( =D ). Hoje sou vocalista de uma banda de grunge cristão e isso me deixa bastante feliz. Mas e quanto à minha vida profissional? Sempre gostei de computadores e de gente. Legal é poder falar a grandes multidões. Eu me sinto muito mais à vontade que em grupos pequenos. Não sei como funciona comigo mas é assim. Posso ficar nervoso inicialmente mas logo me solto. Mas isso é alguma profissão de verdade? Ser apresentador de tv ou de shows? Convenhamos, eu não sou muito bonito. Se bem que o Serginho Groisman também não é. Mas ele é, até onde vejo, um cara bem carismático e esperto.

Ainda tentei o curso de Téc. em Desenvolvimento de Dados pra matar minha vontade informatizada mas deu certo não. Lá estava um futuro que eu nunca quis pra mim. Viver num cubíbulo resolvendo problemas dos outros e não meus. Eu quero fazer algo que possa contribuir com o mundo. Deixá-lo melhor.

Atualmente eu quero ser jornalista, fotógrafo e produtor de tv. Motivos? Nem eu sei ao certo. Não acho que tenha talento de verdade. Pra ser bem sincero não sei no que sou bom. Meus textos são medíocres, minhas fotos medianas e pra ser chefe tem que aprender a ser empregado. Não que eu não saiba mas, na hora de delegar tarefas eu tenho medo de tomar as decisões erradas. Péssima característica pra um líder não?

Sabem, eu tento escrever sempre. Eu sempre tenho idéias e idéias de histórias, músicas, crônicas, roteiros e tudo mais, mas na hora de escrever tudo sai tão ridículo. Muito escasso. Muito fraco mesmo. Mas estou tentando melhorar isso. Voltar a ler mais blogs, jornais, livros (muito mais do que já leio), notícias na internet e outras coisas. Importante.

Pra fotografar tem sido uma negação. Aí é nem culpa minha. Eu vejo momentos maravilhosos pra eternizar mas a minha câmera não tem cooperado. Ainda bem que comprarei uma ótima dentro em breve. Minha faculdade de Fotografia Digital tá chegando também pra me ajudar a ter mais noções técnicas.

A bem verdade é que eu tenho que me movimentar mais. Buscar mais conhecimento e aplicá-lo. Deixar de me lamentar e ir atrás do que é necessário. O queijo sabem? Importante é procurar pelo labirinto por outras reservas quando a atual estiver no fim.

Meu futuro eu ainda estou construindo. Melhor do que nunca erguer seguer um muro

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O marca-texto

O marca-texto

Eu queria ter te visto
sei lá
vi além
enxerguei o que queria ter visto
mesmo sem ver
mas tchau pra vc?
eu nunca gostaria de dar tchau pra vc
porque você é alguém pra se ter por perto

é como se o tempo parasse
entre o momento que eu vou
e o momento que eu volto
é contínuo
não há pausas
não há *tchaus
só o momento do encontro.

R.Jorge





Saudades. (*)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Mezatrio - Luz no fim do túnel (ao vivo Se Rasgum)

Mezatrio - Luz No Fim Do Túnel


O dia passa, minha cabeça tá perdida em você
Me diz ao menos o que eu posso fazer
Pra tentar me controlar
Tá tudo triste, tanto demora pra chegar ao fim do túnel
Sem tua luz meu mundo fica tão escuro
E eu só quero ficar, bem

O amor é lindo, o amor é tudo quando nada mais importa
E a minha vida sem você fica uma droga
Só de pensar que não vou mais
Te ter [x2]

sábado, 27 de janeiro de 2007

Eu não sou daqui. Concerteza que não

Qual o problema do mundo? Sim, qual o problema do mundo? Será que realmente estamos cada vez mais afundando nossa mente e coração em tanta lama que é impossível acreditar que há algo de bom por aí? Será que é assim tão difícil crer que um rapaz chega e abraça uma moça, diz que ela é importante, se preocupa com ela e se importa de verdade sem parecer que há alguma relação amorosa? Que droga me cansei de gente besta assim. Mas sim, João falou de amor não foi? E qual o livro bíblico que trata das fofocas? Que trata do coração impuro que só vê a maldade? Com certeza se estiver na bíblia é pra chamar as pessoas à mudança. Sinceramente ó...

Uma amiga minha disse uma vez que eu aparentava falsidade por ser tão legal. Impossível ter alguém como eu no mundo. É isso? Sou uma aberração? Será que por me importar com pessoas que nem falo muito eu sou um anormal? Será porque eu oro pelos meus amigos de messenger ou pelos mais "pops" da igreja que nunca falaram pra mim? Que saco. Só sei que tenho um amor muito grande por todo mundo. Por cada pessoa. É bem verdade que não do mundo todo, mas concerteza pelas pessoas com quem convivo. Eu amo a minha igreja. Amo meus amigos. Amo meus conhecidos. E ainda assim me queimam na fogueira. ='( Droga

Cansei. Cansei mesmo. Acho que vou tentar ser como eles querem que eu seja. Talvez essa seja a solução de todos os meus problemas. Me adequar e deixar de ser tão anormal.

Nada mais de amor exarcerbado pela alma alheia.

Nada mais...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

E o Orkut diz... "Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você"

Sorte de hoje

"Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você"

É mesmo Titio Orkut? E quem manda? Quem será o mensageiro de tão maravilhosa notícia?

Será que um moleque em uma bicicleta receberá o suficiente? Nunca confiei na idéia de um garoto tacando jornais na minha casa. E ainda mais que a maioria desses meninos moram no mesmo bairro em que entregam. Será que eu deveria ser mais legal com as crianças que encontro por aí? Me parece que o maior problema é esse. Sorrir amarelamente pra quem não conheço. Alguns conseguem mas eu não consigo ser assim tão falso. Ahh não é falsidade? Bom... é... às vezes eu consigo ser sincero e dar um sorriso. Mas nem sempre é fácil. Ainda bem que sou brasileiro. Isso é necessidade de americano.

Ahh mas é claro que pode ser um carteiro também. Claro! O senhor... senhor... putz qual o nome do meu carteiro? Será que eles tem nome? Pra mim nunca é o mesmo cara que entrega as cartas. Ou será que só eu mesmo que não presto atenção? Será que ele também mora em Flores como eu? Acho que não o reconheceria na fila do cinema. Alguém reconhece seu carteiro? Mal reconheço a mim mesmo no espelho.

Mensagens virtuais. Oras! Essa seria a melhor alternativa nesse mundo tecnológico de hoje. Telefone, Celular, E-mail, Messenger, GTalk, Fotolog, Orkut, Gazzag, blog, Flixter, Last.FM, Second Life, ... . Algum desses meios poderia me trazer a mensagem tão necessária. A mensagem alegre que faria meu dia perfeito. O jeito é ficar por aqui. Conectado. Plugado. O gancho tem que estar na minha nuca se não a mensagem vai correr a Matrix sem segunda chance de retorno. Tenho que ficar de olho enquanto meus globos oculares ficam mais vermelhos e a mente mais cansada. Tenho é que parar de dormir às 4 da manhã.

Mas vamos ver que mensagens seriam alegres assim.

* Um emprego?
Creio que eu que tenho que correr atrás dele não? Correr atrás né caboco.

* Uma vaga na faculdade?
Hueauhaheuhaeuhhaeae. Tá bom! Essa nem se eu namorasse com o Reitor

* Vc acaba de ganhar um...
IPod? Uma câmera digital semi-profissional? O mais novo computador com processador na velocidade do pensamento da luz? Uma guitarra, daquelas dadas em encruzilhadas que trazem fama e sucesso repentino a quem a recebe? Mais anos de vida? Tantas coisas que realmente não são tão necessárias assim. Na verdade... nada disso importa muito. Nem muitos anos de vida

* Aquela mãe vai me dizer o que eu quero tanto ouvir
Que ela me odeia mesmo mas está disposta a deixar Deus agir na vida dela. Que ela me aceita como sou e vai tentar gostar de mim. E ainda iria parar de criar comentários a meu respeito e apontar os meus erros. Ela vai me deixar conversar com a filha dela e em breve estaria voltando ao convívio da casa. Quem sabe ao final de alguns 4 anos nós seríamos genro e sogra? Que tal? Essa seria uma ótima notícia.

* Talvez Deus e a jovem iriam me dizer...
que realmente a vontade do Pai é que vivamos eternamente juntos. Que namoraremos, noivaremos e casaremos. Teremos nossos filhos, trabalharemos no ministério e tudo seria perfeito, apesar das dificuldades do dia a dia. O Senhor iria nos fortalecer a cada dia.

* E só talvez,
se a resposta a essa última fosse negativa, e eu passasse alguns meses realmente mal no processo de aceitar a vontade do Senhor, pensando no futuro agora tão incerto amorosamente, eu encontrasse uma moça super legal que pudesse ser a escolhida. Talvez uma moreninha super legal que hoje diz que a minha presença é super importante pra ela mas eu não acredito tanto assim. Talvez a moça/clone que é realmente única. Será que daria certo? Acima de tudo eu respeito as opções dela. Isso não seria um motivo pra que terminasse.

* Ahhh
A bem verdade é que a única carta ou mensagem alegre que eu gostaria realmente de receber agora seria entregue por mim com uma única mensagem. "Você finalmente está no caminho certo". É... acho que na verdade eu preciso é cuidar do terreno pra que todo o resto possa se estabelecer direito.

Ô vida. Nada mais de deixar a maré levar




p.s. gigante né? é por falta de escrever mesmo

Quinta-feira 25 de Janeiro

Acordei às 12:53. Muito cedo pro q tenho acordado ultimamente. Tô tentando acertas meus horários e dormir antes da 4 da manhã. Difícil é (como diria o Yoda).

Tá mas fora esse diáriozinho (q convenhamos é a coisa mais chata de qlqr blog) a vida tá boa. Gosto das quintas-feiras. Penso em raposas sabe (leiam o Pequeno Príncipe pra entender). Tenho bastante tempo pra pensar na vida tbm. Quinta é um dia em q eu fico mais em casa e só de noite q tem o grupo familiar mesmo.

Ando vendo aqui como organizar a minha vida. Tenho que estudar mais e escrever tbm. Pra quem quer ser jornalista é sempre uma boa não? Já percebi que pra o que eu quero fazer tenho que aumentar a minha rede de contatos. Qnt mais gente eu conhecer e tal, melhor. Sem contar que tenho que desenvolver um ótimo trabalho. Sem ele não tem como ir pra frente.

Ahh o q eu quero fazer? Quero montar, dirigir e participar de uma revista de distribuição mensal. Uma revista de linguagem jovem com temas direcionados pra essa faixa etária sabem. Além dos temas de toda a adolescência vai ter tbm espaço pra música, filmes, livros e coisas do gênero. Jogos pra quem gosta, eventos pra qm se importa, história pra qm qr e internet. Tudo bem jovem com linguagem simples e direta.

É mais ou menos isso. Ainda estou arquitetando melhor o projeto. Pra me ajudar já estou vendo uma equipe blz. Ninguém sabe ainda mas é normal isso. Vou acompanhar o trabalho deles em cada área e chamar qnd estiver tudo certo. Ainda quero fazer Marketing e Propaganda, Administração e Jornalismo enquanto isso. Creio que será de grande ajuda.

Mas isso é plano meu. Deus que sabe ql vai ser a realidade. Só sei que estou trabalhando pra fazer tudo certo.




No processo vou ouvindo a Radio Animix. Só música de Anime direto. Pra quem quiser conhecer tbm vá em "www.radioanimix.com".

Falows

domingo, 21 de janeiro de 2007

Voltando aos poucos

É, passei muito tempo longe desse negócio aqui. Muito mesmo ó. O último post foi em 7 de Novembro de 2006. Ainda não deu um ano mas realmente muita coisa aconteceu. Fotografia, televisão, amor, tentação, entrega a Deus, amizades, banda, trabalho, aniversários, estrelas e muito mais. Muita coisa pra apenas 75 dias.

Nesse período fiquei distante do blog por sentir que não havia inspiração pra continuar. Comecei a me envolver com Fotografia e perdi a paixão pela leitura e a escrita. No geral eu andei realmente traindo essa relação. Feio de dizer isso, mas acontece.

O caso é que vou tentar voltar a escrever aqui. Nem sei qm ainda lê mas vou voltar. Faz falta sabem?


Um abraço pros amigos





p.s. hj em dia é ruim abraçar estranhos

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

O Estrago

Letra: Robson Loureiro (Neojoy)
Música: Rodrigo Santiago (Sonny)

Em cima do muro
me sinto só
Me sinto tão perdido
sentindo que ninguém se importa
se vivo eu estou

No caminho errado,
que eu entrei,
só vejo escuridão
ainda bem pois não quero ver
o estrago que eu fiz em mim

|Senhor venha e estenda a mão pra mim
|que estou aqui tão longe de ti
|Me estenda o teu perdão
|Me mostra a direção

Eu confesso agora
o meu pecado
Me perdoe ó Pai
por ter tentado me esconder e fugir
de um Deus que ama tanto a mim

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Murder



Tenho que matar um homem
Tenho que matar uma pessoa que me faz mal
Que me impede de ir além
Que me induz no pecado
E no caminho errado

Tenho que empurrá-lo escada a baixo
Tenho que afogá-lo na banheira
Tenho que arrancar seus membros
Pra ele não mais me segurar
Pra ele não mais me espancar
Mem me interromper

Tenho que enterrá-lo
Tenho que prendê-lo no caixão
Pra não mais se levantar
E vir mais uma vez atrás de mim

Mas como?
Eu não consigo
Ele parece mais forte
Mais ágil
Mais veloz
Eu não consigo

Mas é preciso eu conseguir
Pois ele está me matando
Ele está me empurrando num vale de sombras
Ele está me empunhando uma arma na cabeça
Tenho que matá-lo
Mas como?
Como matar esse cara?
Eu não consigo
Como matar o meu velho homem?

R. Jorge





Texto antigo. Mas se certas coisas merecem ser comentadas, comento que ele ainda é real

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Coisas de um gênio

“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.

Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.

Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.

Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.

Há, porém, várias maneiras de se representar Deus.


* Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos.

* Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias.
* Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciência.”




“A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.

Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.

A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais nobre fonte de pesquisa científica.

Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus.”

ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

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Esse tipo de fé não se vê em muitos cristãos